Não sei nem por onde começar… Cada quinta-feira naquela fiRma me deixa mais deprimida, mais consciente de que O Fim está muito, muito, muito próximo.
Só posso dizer que nunca nestes quase 33 anos me senti tão envolta em burrice, mesquinharia, mediocridade. Hoje, naquela fiRma, eu entendi que este país parece mesmo próximo ao Ocaso, que O Lado Negro da Força é quem está vencendo a briga e que daqui a pouco nem “Precariedade e Gambiarras” vai ser ruim o suficiente como lema da bandeira.
Não basta viver num país onde os filhos da elite sequer têm educação para não jogar papel no chão. Não basta que não sejam mesquinhos o suficiente para não responderem a qualquer frase com um “eu estou pagando”. Não basta estar penando para terminar um doutorado, num país que me paga menos do que a um professor particular de inglês. Não basta viver com a perspectiva de, como meus colegas, ter que dar aula de manhã, de tarde e de noite para viver.
É preciso também que o “Magnífico” Gerente da fiRma estabeleça, de cima para baixo, à revelia da coordenação e do conselho, que nosso curso será subtraído de 600 horas, tornando-se um cursão técnico do tipo “pagou, passou”. É preciso que ministremos aula sob a vigilância escamoteada de bedéis, analisando nossos “erros” a cada segundo. É preciso que demitam nossos funcionários, alegando que são “desnecessários”. É preciso que acusem nossos alunos e funcionários de furto, quando não são ladrões.
Hoje, crianças, eu perdi as esperanças.