Acordes dissonantes

By dr. strangelove

Em conversa com o P., saí mesmo com a conclusão de que nossa missão possível no meio desta balburdia é (tentar) causar algum ruído. Sabe — e eu digo isso aos meus alunos — a gente tem, por alguns motivos, a ilusão de que o “aprendizado” é um processo linear: eu te explico X, você entende X, depois alguém te pede X e você aplica X. Não é. Nem quando estamos falando de algo “completamente” instrumental, como fritar um ovo. Daí que nossa missão, se nada mais, como professores, só pode mesmo ser tentar prover um universo de informações que tenham a potência de se compôr com O Outro, de modo a causar ruído nessas certezas pequeninas de que o mundo parece imbuído. 

Hoje, na missão de gerar ruído, artigo de José Gregori, na Bolha, sobre o circo midiático em torno do “caso Isabela Nardoni”. Bom ruído para nos fazer pensar (e pensar é um ato criativo!).

 

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