Saltimbancos
(Postizim rápido antes de sair pra PUC)
Eu não sei de onde raios ele surgiu, mas, no meio da madrugada, fomos acordados por miados histéricos, que atraíam a revolta de basicamente todos os cães da vizinhança e, por conseqüência, seus latidos. Eu, que de gatos nada entendo, a princípio me preocupei se o bichano estava bem, se havia caído, se machuacado, se tinha uma de suas nove vidas ameaçadas por algum dos cães. Depois de uns dez minutos de sinfonia de miados e latidos, minha criatividade descontrolada (e, claro, a insônia) me fizeram começar a escrever os diálogos dessa versão Terceiro Mundo, século XXI dos Saltimbancos. Era mais ou menos assim:
GATO
Cachooooorrooooooo! Cachooooorrooooooo! Tu nem me pega!… Ha ha ha!
TODOS OS CACHORROS
Um gato! Pega o gato! Cadê o gato!
GATO
É… sub-espécie! Darwin só podia mesmo estar erraaaaaaado! Como é que uma espécie tão imbecil sobrevive tanto tempo??? Ei, ou! Cachooooorrooooooo! Cachooooorrooooooo! Tu nem me pega, idiota!!!
TODOS OS CACHORROS
Um gato! Pega o gato! Cadê o gato!
GATO
Hahahaha…. Tô aqui, bando de imbecil! Aqui! E agora aqui! E aquiiiiiiii!!! Como é que vocês chegaram tão loooooonge na linha evolutiva, hein? Só pode ter sido essa caaaaaaaara de pidão!
TODOS OS CACHORROS
Um gato! Pega o gato! Cadê o gato!
(…)
Bom, aí, ou alguém pegou o gato ou o gato se cansou, parou de miar — não sem antes disparar o alarme da porra da creche — pararam os latidos e a gente, depois de mais quinze minutos de alarme nozuvido, pôde voltar a dormir. (Aliás, alguém me explique: PRA QUE SERVE ALARME DE CASA, HEIN???)
As melodias e as coreografias eu ainda vou precisar de mais algumas noites de insônia pra compor
Maio 8, 2008 em 11:59 am
Preciso dizer que começo a ficar seriamente preocupada com que tipo de danos este período de escrevinhamento da Tese tem lhe causado…
seriamente…. seriamente preocupada.
=)
Maio 9, 2008 em 2:32 am
hihihihi