Archive for janeiro \31\UTC 2008

Alô

janeiro 31, 2008

Habemus telefone fixo — graças ao seu Luiz e ao dispêndio de mais setenta pilas. Este país é phoooda (eu já disse isso???). Ah, o número é o mesmo 😀

Anteontem, andando com meu keffieh enrolado no pescoço pelas ruas de Pinheiros, fui abordada por um gentil senhor, mui brovavelmente árabe, empolgadíssimo: – lindo seu lenço. É do Oriente Médio, sabia? Onde comprou? Expliquei que sabia e que havia ganho o keffieh (o que não é bem verdade: é da Cobra, mas sou eu quem mais uso) e ele sorriu. Saí imaginando que talvez ele estivesse com saudade de casa e tenha ficado feliz por esbarrar, sem querer, com um ícone de sua terra. Mas pode ser também que ele seja da CIA e meu nome tenha ido de uma vez por todas para a lista negra (coisa que eu só vou descobrir na próxima vez que tentar entrar em solo yankee e vir minha foto de Keffieh ao lado de Osama).

Não sei se eu vou agüentar até o Carnaval para ir ver “Paranoid Park”…

Day in, day out

janeiro 30, 2008

Pelo menos para alguma coisa o cabo do telefone já serviu hoje: para resgatar o tubo de detergente que havia caído atrás do ainda não instalado fogão. A gente é pobre, mas a gente se diverte: começar o dia fazendo um nó de correr no cabo do telefone e obtendo êxito na missão de captura do pobre detergente é uma dessas pequenas coisas que me alegram!

Alguém aí não vai viajar no Carnaval e tá a fim de ir a um cineminha básico nos meus intervalos da Famigerada? Pretty plis? 😀

Detalhe: o wifi aberto de algum vizinho pega melhor do que o meu próprio. E eu estou aqui decidindo se isto é bom ou ruim…

Ah, sim, a tese… zzzzzzz…

TeleAfônica

janeiro 29, 2008

Eu não tenho nem ânimo para descrever a mais nova picaretagem da TeleAfônica. Alguém mais aí já deve ter vivido isso. E, antes de mais nada, explico: o único — ÚNICO — motivo por que a gente continuou com essa empresinha de melda foi para manter o mesmo número de telefone, que está com a Cobra desde antes da Farra da Privatização e é importante por questões profissionais.

Pois bem: não apenas os picaretas cobram noventa pilas para transferir o número, como, para utilizar o telefone, você precisa contratar um técnico particular para “trazer” a linha pro apartamento. Melhor ainda: o mesmo técnico (terceirizado) que vem instalar a linha até o quadro do prédio deixa seu nome e telefone para vir fazer o serviço por fora. Agora, todos cantem comigo: Brasil, meu Brasil brasileiro…

Só para que conste nos autos: 1) na Teleceará, empresa PÚBLICA de telefonia, privatizada por aquele professor doutor tão louvado diante do “analfabeto” que hoje nos preside, os telefones eram instalados até dentro da sua casa; 2) em NYC, que fica num país onde a Gambiarra e a Precariedade não são a regra, minha linha telefônica foi ligada sem nenhum técnico aparecer sequer perto do apartamento. E em meia hora.

Agora, para quem já tava com Diávola nos cornos, foi uma maneira genial de terminar o dia…

Os dias

janeiro 29, 2008

Casa se assentando. Devemos ter batido alguns recordes de rapidez em mudança (mas eu não saberia dizer, pois não tenho referência — a não ser os amigos que dizem que, meses depois, ainda têm coisas em caixas. Mas nunquinha que o general Cobra vai deixar sobrar uma caixa nesta casa. Nunquinha!)

Hoje, vou ter com a tese. É phoooda passar dias distante da escrita: pra voltar, parece um parto. Phooooda. Sobretudo num dia de diávola, com chuva. Phoooooda.

E a fiRma voltando. Reuniões… Ah seu eu pego o elemento que inventou essa coisa burra chamada reunião…

Ah, sim, vocês perceberam: I’m in a bad mood. Mas, como disse, culpo diávola, a chuva e a fiRma. E o Brasil, que sempre me deprime. Ainda bem que minhas ações entraram em rota de alta.

Tinhorinha, bora almoçar??? Eu preciso de um amigooooooooooooo 😀

Room with a view

janeiro 27, 2008

E, finalmente, uma vista que não inclui delinqüentes sãopaulinos berrando pela varanda. Ufa! Como diz a sogra, dá até pra ver Minas (porque tem montanhas no horizonte e, segundo ela, montanha é Minas e quem sou eu pra discordar?)!

Ok, eu confesso: estava com saudades de um prédio “classe média”. Porteiro, elevador, vizinhos com cara de gente normal, décimo andar, instalações deste século. Ah, e gaiolinhas! Aquelas em que você entra e a outra porta só abre quando a primeira fechar. A Cara do Brasil. Eu confesso, eu confesso, eu confesso: estava com saudade e não sabia. Estava com saudade de poder assinar uma revista, um jornal. Com saudades de não precisar pular o tubo de escoamento da máquina de lavar. De poder levar as compras num carrinho pelo elevador de serviço. De jogar o lixo num tambor nas portas corta-fogo. Das portas corta-fogo!!!

É… me rendo ao sonho da burguesia. Tá na hora de deixar de ser tão lisa!…

Subindo na vida

janeiro 26, 2008

Alto aqui do décimo andar, acordei do sono dos justos, finalmente numa cama com acesso por três lados! — explico: lá no cafofo antigo, a cama estava encostada na parede, então ficava esta pobre cristã restrita ao acesso pela frente ou pela cabeceira da Cobra. Pra piorar, o colchão era menor do que a cama, então, se eu me aventurasse demais, caía do estrado. Como vocês podem ver, minha paciência nesses 7 meses foi DE MONGE!

Agora, tenho acesso pelo lado certo da cama, terei meu próprio “criado mudo” (olha, eu num sei vocês, se é uma coisa “do sul”, mas eu, “do norte”, sempre chamei de mesinha de cabeceira e pt saudações. É mesa, é pequena e está na cabeceira, né???), com abajur, livrinhos, coisinhas, fotinhas e o escambau. Meu, meu, MEU!!!

Aliás, devo dizer que este post está sendo escrito já do meu — meu, meu, MEU — escritório, com a internet devidamente instalada e wi-fi truando (e tem até vizinho com wi-fi aberto!!!) e já com meu calendário “366 days of pugs” pendurado no preguinho que os gentis amigos deixaram. Aliás, uma salva de palmas para nosso amigo Herr Tabax, que veio ajudar os finalmentes da mudança com sua maior expertise: instalando computador e afins. VIVA O TABAX!!!

Acerca desse assunto, aliás, eu deixo aqui prometido: da próxima vez que um amigo se mudar, eu vou oferecer ajuda. Ô troço trabalhoso da porra! Eu nunca tinha feito mudança de gente grande, foi sempre mudança de nordestino, com mala e computador debaixo do braço e só. Ah, e deixo aqui minhas atrasadas desculpas pelos amigos que não ajudei nas mudanças já passadas, justificando da maneira mais simples: ignorança! Meu, eu não sabia que dava tanto trabalho!!! E isso porque a sogrinha veio ajudar!!!

Mas, enfim, cá estamos com ainda muitas caixas pela frente e a tese olhando com cara cada vez mais feia e dizendo: “fofaaaaaaaaaa, e eu??? E EU???” Calma, fia, que quando este escritório estiver montadinho, é capaz dos amigos terem que vender o apê comigo dentro dele, hihihi 🙂 Isto porque eu ainda não pendurei o cartaz dos “300 tanquinhos” atrás da porta (Gerry Butler meets Chico Buarque), porque o combinado é: como o escritório é meu, meu, MEU, eu posso, tá?

Ainda tem muito chão: arrumar o resto das caixas e tralhas; transferir telefone; vender/doar/emprestar as sobras; comprar utensílios que a sogra — amém, aleluia — convenceu o XY a jogar fora, porque tinham sido fabricados ainda por guildas medievais; pendurar quadros (o Potsdammer Platz já está na sala e eu tô achando O Tudo); fazer compras, que há dois dias a gente vive de pizza + chocoteonne; instalar o fogão (quer dizer que vocês não entendem nada de fogões embutidos, né???); pagar a garagem alugada…

Bom, tem é coisa, mas o importante é o seguinte: já estamos muito felizes aqui! Eu falei pros donos que a gente queria ter vindo morar no prédio junto com eles, mas, enfim, já que não rolou, a gente aceita cuidar da linda casinha deles com todo o carinho. Até o dia em que alcançarmos o sonho da classe média: a casa própria.

Em breve, mais capítulos desta nova novela…

PS: um viva também para O Primo & Família, que foram os primeiros visitantes da casa e ainda deram repeteco, com direito à visita do Menino (Ex-)Carequinha, achando que a casa era um grande parque de diversões com vááááááários objetos no chão para ele brincar 😀

Subindo de vida

janeiro 26, 2008

Só pra dizer: estamos mudados. Ah, claro, ainda tem uma caminhonete de tralhas lá na outra casa, nós estamos só o pau da placa, ainda há caixas e mais caixas, mas o que importa é: o quarto, a cozinha e a sala estão 90% habitáveis e bem bunitinhos. Avalie quando ficar tudo arrumadinho! 🙂

Amanhã, o que sobrar de mim escreve mais. Obrigada pelas energias positivas!

On the move – a saga continua

janeiro 23, 2008

Os Lima — me disseram eles — vão escrever um manual para mudanças. Começa assim: se possível, não mude! Vou comprar o manual, garanto.

Eu ia perguntar o que foi que eu fiz pra merecer duas mudanças em menos de seis meses, mas seria incrivelmente boçal e pequeno de minha parte. E como uma das minhas resoluções de fim de ano (a cada ano) é não gastar muitas sinapses com o lado ruim das coisas, refaço a questão: menino, com mais umas duas mudanças, eu posso dar aula!!!

Inda mais depois do “curso de noiva” que a senhora minha sogra (que, aliás, está aqui para auxiliar a mudança) me deu hoje à tarde (e vocês, que me conhecem, ao vivo ou pelo blog, façam aí o esforço de visualizar este ser que vos bloga recebendo um leve sermão sobre “prendas do lar”, por gentileza). Que conste nos autos: a senhora minha sogra é uma fofa, cozinha, borda, tricota, costura, arruma, tudo incrivelmente bem. Eu? Eu jogo videogame, pego onda e faço doutorado. Talvez, considerar estes dois seres como pertencendo à mesma espécie seja mesmo uma grande forçação de barra… Mas, enfim, o fato é que o processo está sendo bastante eficiente. Até agora, pelo menos.

Tomorrow is the big day: quem não tiver mais o que fazer da vida, está convidado a se oferecer para a mudança (e, de quebra, ganhar um curso de noiva, módulo 2, hahaha!). Apesar das veementes recomendações de duas maravilhosas leitoras deste blog, optamos por uma transportadora mais mudésta, pois o preço foi tipo metade da recomendação. Eu espero que os gentis senhores que por aqui apareçam sejam minimamente eficientes…

Ah, a listinha de vendas/empréstimos/doações aumenta:

– uma “mesa” (dois cavaletes + tábua de madeira de 1,30m +-);
– três estantes de ferro;
– roupas (boas! Te juro!) a dar com pau;
– uma mesinha de cipó (que fique claro: não é minha!!!);
– duas cadeiras véias (que, completo: também não são minhas);
– o tal colchão de casal véio (não, também não é meu);
– três armários de cozinha novinhos (adivinhou: também não são meus)
– e, possivelmente, um fogão (à venda, né, mona?!), se não couber no nicho de embutir lá (aliás, alguém entende alguma coisa da questão “fogão de piso vs. fogão de embutir???)

Acho que é isso. Rezem por nós, para que todos sobrevivam ao dia M (de Mudança) amanhã…

Game Over(?)

janeiro 22, 2008

Aí vem um juiz daqueles que deve ser O Sabidão e proíbe a comercialização no Brasil de Counter Strike e Everquest, apenas dois dos games mais populares Do Mundo.

Em uma palavra: please! Ou ainda: pelamordeDeus!!!

Primeiro, que esse negócio de game & violência é simplório demais. Segundo que proibir “games violentos” como se o buraco não fosse moooito mais embaixo, neste país e no resto do mundo, é o que há de mais simplório. Terceiro que: proibe os games mas deixa os 300 programas policiais truando na tevê aberta no horário em que as indefesas crianças estão flanando, trancada dentro de seus apartamentos minúsculos, a mercê das mais indefesas empregadas…

Ai, que o Brasil me deprime… Lá na terra do Junior, tem um senador republicano (logo, moralista, fundamentalista e vários outros istas horrendos) que tenta porque tenta proibir “games violentos”; não consegue, sabe por quê? Porque tem a tal da Primeira Emenda à Constituição, que garante o tal do Direito de Expressão.

Aqui, neste país de carteiradas e gambiarras… Ah, sabe do que mais? Whatever. Como se as LAN Houses do país fossem sequer pestanejar. Não precisa comprar Counter Strike e Everlast na lojinha: baixa da internet. Comprando ou não.

É que este país de vez em quando demonstra ter “líderes” tão tacanhos que me deprime…

É teindêincia…

janeiro 21, 2008

Enquanto o SPFW trua, descobrimos que as atuais teindêincias da casa & decoração são, por exemplo:

– Cama box. Ok, uma boa cama box é sensacional, mas quando foi que virou tipo lei que cama tem que ser box, hein? E com colchão de mola? Cê entra nas lojas da Teodoro e os coitados dos colchões de espuma tão láaa atrás e a vendedora faz uma cara amuada quando cê diz que não quer de jeito nenhuma uma cama box e sim um bom colchão de espuma. Tá provado: cama box é teindêincia.
– Pillow top. Se o seu colchão, além de não ser de mola, não tiver pillow top, você não tá na tendêincia. Pra que serve? Segundo o vendedor: pra esquentar a cama no inverno europeu. Por que nove entre dez colchões no Brasil tem? Por quê? Por quê??? Adivinhou aquele que disse: é teindêincia!!!
-Travesseiro de látex. Ou melhor, “o mais autêntico visco-sei-lá-o-quê”. Porque se seu travesseiro é de espuma, seu colchão é de espuma e não tem pillow top, fofa, se mata! Cê não é teindência!!!

Como nosso recém adquirido colchão é de espuma, não tem pillow top, mas meu travesseiro é de látex desde 2004, eu sou médio teindêincia. Há esperanças pra mim 😛