Archive for abril \29\UTC 2008

Punk is dead

abril 29, 2008

E eu tentando explicar aos alunos que voltamos à era do “do it yourself”…

 

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abril 29, 2008

Vem cá: é só com a gente aqui, ou o google.com tá meio mal das pernas esses dias, hein? Difiícil de carregar google, orkut, youtube… Eu, hein? Como é que vive sem google???

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Melhor elogio: “suas aulas foram muito afudê”. Excelente maneira de começar o dia — sobretudo depois de me decepcionar com a discussão dos alunos da graduação, na qual alguns sem-noção classificaram o corpo docente de “explendido” [sic], com aspas e tudo. Sei não qual é o problema com essas novas gerações…

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Rapaz, exausta, exausta, exausta. Amém, hoje é terça-feira e não tem aula nem hoje, nem amanhã, nem depois, nem depois e eu posso imergir na tese — não sem antes bater a cabeça na parede que é pra ver se pega no tranco. Meu cansaço é mental — e como a mente tem raíz no corpo, físico. É muita coisa ao mesmo tempo (e eu sei que ando repetindo isto aqui, mas, pelamordedeus, é meu escoadouro de desabafos, ponho aqui e me sinto um pouco aliviada): é pensar a montagem de ficção para iniciantes, no 2º semestre (x2); pensá-la um pouco mais adiante para o 3º (x2); pensar as questões mais contemporâneas do roteiro e da narrativa para a pós; pensar o videogame como forma expressiva para a graduação em design de interfaces… E, claro, pensar no game, na narrativa, no Umwelt, na empatia, na ação, nos personagens… Na crise na fiRma, em como explicar aos alunos que em nenhum lugar do Brasil eles vão achar um curso perfeito, que os professores estão do lado deles… E também pensar na crise do ensino superior e técnico em geral, na falência da esquerda, na alta dos juros, no que será da minha carreira, nas contas a pagar… É sério: minha cabeça vai derreter.

Precisava voltar à Yoga. Ou melhor, acho que não tenho força física para a Yoga neste momento. Assim, sento em meia-lótus na sala, entôo a mantra Ohm algumas vezes, entôo a mantra Iyengar, respiro, tento, inutilmente, meditar, mas a tentativa em si é benéfica. És lo que puedo hacer orita para no ponerme louca — em bom portuñol.

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E vocês não sabem como eu me sinto fresca, fraca, broca, me alquebrando com tão pouco. Mas quando me peguei querendo cozinhar para descansar a cabeça, entendi, de uma vez por todas que o cansaço é MENTAL. Misturar ingredientes tem me ajudado a levar a mente para outros lugares que não o pensamento analítico…

 

Deus…

abril 27, 2008

Deus é rubro negro!

… é rubro-negro! 

 

Manuel, o Audaz e Beijo Partido

abril 27, 2008

Eis minha participação na tal da Virada Cultural*: show de Toninho Horta, de volta com a Orquestra Fantasma, uns 20 anos depois. Como diz a Cobra: “essa música tem cheiro!” De fato, nada mais evocativo do que as musiquinhas do Clube da Esquina, dentre as quais, sempre emocionante ao vivo, com a guitarra de Tonin, “Manuel, o Audaz” e “Beijo Partido”. 

Da primeira, duas das melhores lembranças da vida: do Pesqs, que me contaminou para todo o sempre com essa paixão pelos mineirim e só isso já seria motivo de agradecimento para a vida inteira; do CaFi, o autor da famosíssima foto do jipe com uma pá de mineiro doido em cima. Eu tive o prazer de conhecer esse pernambucano doido (pleonasmo?) e visitar seu acervo. Um dia ainda vou convencê-lo a me dar uma das fotos, essa do “Manuel, o Audaz” é a primeira da fila.

Da segunda: inverno novaiorquino de 1999. Eu, recém-chegada, realizando o SONHO de estudar cinema em NYC, andando por aquelas ruas e ouvindo no meu discman (relíquia!) os CDs do Toninho que eu só consegui comprar ‘no estrangeiro’. Frio da peste, uns 3º C, neve, aquela sensação de plenitude. Ouvia os CDs do Toninho (Durango Kid, Terra dos Pássaros) até a bateria do discman jogar a toalha. Dias bons…

* Lembrei pra que era o asterisco: é que fomos acordados lá por umas 4h da madrugada com um show TRUANDO e eu pensei, “é, Virada no Cultural dos outros é colírio…” Haja saco.

 

notas do subsolo

abril 25, 2008



notas do subsolo

Originally uploaded by gomezzz

finalmente, baixando as fotos do celular. not the n95 yet. estou quase reconsiderando comprar um n81 + uma câmera… dunno yet.

This is madness! Madness? This is… Quinta Insaaaana!!!

abril 25, 2008

A quinta-feira insana começou foi cedo: acordei por volta de umas 2h da madrugada e assim fiquei, virando na cama até o amanhecer. Nunca havia tido uma insônia tão braba. Repensei a vida inteira, tentei meditar, criei algumas teorias de mesa de bar (inclusive uma sobre a sexualidade humana, ask me later), escrevi e reescrevi mentalmente a tese, tive algumas idéias para aulas, filmes, peças de teatro, livros, bidês, baldes, nomes de cachorro, de hamster, doninhas, peixes-palhaço; pensei no Brasil, num plano de governo, no problema da educação fuundamental, média e superior, na minha conta bancária, na PUC, na fiRma, na execução sumária das pessoas de crachá, no Fernando Henrique, no Lula, no Poderoso Chefão, no Santini, no Michael e no Freddo…

Em suma: EU PENSEI EM TUDO. TUDO. A Totalidade Absoluta dos signos deste mundo e de outros.

Resultado: 6h da manhã, quando tocou o despertador, eu apenas comuniquei à Cobra que não iria dar aula. Nem cheguei a ligar para a fiRma, pois, se o fizesse, certamente despertaria. Acordei umas 4 horas mais tarde, para dar início à jornada. E, creiam: o único motivo porque eu não gonguei a quinta inteira e suas 12 horas em sala de aula foi a aula da noite: VIVÊNCIA DE INTERFACES CORPORAIS EM GAMES. Nome bonito para: iiiieeeeeiiiii, negada, vamo jogar Guitar Hero, Pump, Donkey Conga, e Wii Tenis!!!

A aula, como sempre, bombou, contando com alunos de outros cursos e toda uma interação entre alunos e professores. Depois que eu: 1) perdi do Roger (o outro professor, a quem eu massacrei no GH semestre passado) no Guitar Hero; 2) provei que existe um fosso intransponível entre meu cérebro e minhas pernas no Pump (aquele em que você fica pulando de acordo com as setinhas) e 3) provei que sou a pior jogadora de Wii Tenis de dupla… eu decidi que estava precisando mesmo era descansar. Felizmente, o último jogo da noite, um Karaokê, foi minha glória e eu arrasei a concorrência cantando “I will survive”, hehehehe…

Hoje:

* Claro, terminando a DIRPF e me embananando, como sempre, com as versões da porra do programa;

* Cansada, exausta, só os paus da placa, mas tendo que preparar aula de reposição para hoje à noite (amém, não no campus dos infernos);

* Um pouco mais esperançosa com a fiRma (mas depois eu conto por quê);

* Feliz com a nova aquisição: formas de muffins!

* Exausta. Eu já falei exausta?

 

Inferno, Purgatório, Paraíso

abril 24, 2008

Na Fnac, ouço, de orelhada:

– muito boa tarde. Você tem essa edição bilíngüe da “Divina Comédia”?

– Ahm… Qual autor?

Lembrou o dia em que eu fui procurar a tradução direto do russo para “Crime e Castigo”, na Fnac de Pinheiros:

– Os livros jurídicos ficam ali, ó.

Ainda não decidi o que é pior…

Hoje, me alforriei. Dia de Uma Mulher Chamada Wanda na casa e é a desculpa perfeita para não conseguir me concentrar. Também não conseguia conceber ir à PUC. Peguei o Sacomã e fui bater perna na Paulista. Coisinhas aqui, coisinhas ali, terminei onde bem queria: na Livraria Cultura. Existe uma razão para os livros serem um pouquinho mais caros ali (não para mim, que sou cliente Mais Cultura): os atendentes sabem quem é Dante, quem é Dostoiévski. 

Ainda dei uma ligada para meu consultor de literatura, o mestre e pueta Pesqueniév , que me recomendou César Aira e Gonçalo M. Tavares. Do primeiro, tinha, mas tava faltando. Do segundo, tinha “Jerusalém”, mas me pareceu um pouco pesado demais para a presente situação. Acabei saindo de lá com mais um Amós Oz — “A Pantera no Porão” — “Por que ler os Clássicos”, pensando nos meus alunos (mas também em mim mesma, que só dei algumas folheadas) e um americanão, “On beauty”, porque me pareceu algo rápido e bom para desanuviar. Aliás, a coisa impressionante: a edição (ok, papel jornal) original, americana, é 30 royais mais barata que a brasileira, meu! Pô, trinta pila é muito!!! Caceta, só pode mesmo ser um país de ignorantes…

Mas, enfim: como eu fico feliz com meia tarde e meia noite gastas em livrarias… 😀

 

Laerte

abril 23, 2008

Live twitter, Bolha de hoje.

Earthquake!

abril 23, 2008

A Cobra sentiu:  viu a cortina balançando de lado e tudo mais. Eu não senti píula nenhuma (será que eu sou sismicamente insensível???)

Ou ainda, pirâmide normal:

Chego na sala e a Cobra está com uma cara assustada:

– Acabei de sentir uma coisa bizarra. Um tremor e barulho, como se o sofá estivesse sendo arrastado. Olhei para as cortinas e elas estavam se mexendo assim, ó (gesto da cortina indo, horizontalmente, de um lado pro outro).

– Será que foi um terremoto? Eu não senti nada (cara desapontada).

Saí correndo e fui checar na web. Uns 20 minutos depois, sai o link na Folha. Pô… eu sempre quis sentir um terremotinho (bem pequenininho)… 😦

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Minha gente, afora à parte (como diria meu primo) não ter sentido o terremoto (juro que acho que foi na hora em que dei descarga no banheiro!), eu estou rolando no chão de rir as descrições do povo na Bolha. Como diria o grande mestre e pueta russo, Pesqueniév Pesquenóvski: “Ô povo sem tragédia!!!” Quê qué iussom??? Na Bolha tem até depoimento de surfista em Ubatuba dizendo que achava que era visage, além de uma matéria coordenada inteira sobre o não-perigo de tsunami. Oxe, se não tem perigo de tsunami (que já haveria acontecido a uma hora destas), num bastava uma frase, não? “Não há perigo de tsunami”. Ponto.

Nem, este país tá muito é sem nutiça!!!

 

Sepia

abril 22, 2008

Primeiríssima coisa de todas: valeeeeeeeu Balleeeeeeetiooooonnnnssssss!!! O dr. Jorge é O Que Há, O Que Houve e O Que Haverá. Ah, que maravilha quando a gente se depara com um Médico, que faz uma Consulta De Verdade, né? Só de ter ido lá já me sinto melhor — agora é ver se as gotinhas fazem efeito. Pela descrição lá do perfil no medicamento de fundo, eu precisei perguntar: “tem minha foto aí, doutor?” É que, benza Deus, parece uma descrição desta que vos bloga!!!

Eu queria dizer que ando orgulhosa de mim mesma. Não, ainda não terminei a tese, mas, olhe, para quem é basicamente auto-ditada na culinária, este pudim que ora consumo tá SHOW! Diliça total! Só tá ainda com pouca calda — mas eu nem amo a calda, mesmo. E minha sopinha de carne com legumes, o caldo verde, a carninha moída com purê, tá saindo tudo gostosinho, viu? Ok, não é exatamente a D. Maria, senhora minha avó e Deusa Suprema da cozinha, nem a senhora minha Sogra, também Deus da culinária, mas, para uma auto-didata…

Ando um pouco cansada, entre várias coisas, de ouvir a palavra “intelectual” como xingamento. Hoje, andando pela PUC, vi aquela cena que costuma ser comum nos campi universitários: pessoas lendo. Criaturas de vinte e poucos anos esparramadas em diversos espaços informais, com um livro na mão, ou uma xerox. Pensei pensei: “o que há de errado nessa imagem”? Concluí: “ah, é isso: os alunos da fiRma não lêem”. E, cês vão me perdoar: mêda de quem não lê. Não precisa ser nem Hegel, nem “Crime e Castigo”. Pode ser apenas o jornal, uma revista (só a Veja não vale!). E, insisto, quem vos fala tá muito longe de ser o Umberto Eco, mas, justamente por isso, repito: mêda de quem não lê.

Uma das coisas que me entristece em relação ao iminente assassinato de nosso bacharelado é que agora é que eu tava chegando a um curso legal, com melhorias previstas para o próximo semestre… Puxa, seria interessante ser a Titular da cadeira de Montagem de um curso verdadeiramente Universitário… 

Mas, enfim, fiquei pensando nisso depois de reencontrar uma criatura muito querida no dia do Imagem & Ação. O serumano em questão fala mais do que a mulher da cobra, mas é por isso mesmo que a gente a ama. E é sabida, viu? Você reconhece um serumano que lê (ler, verbo intransitivo) pelo vocabulário, articulação e capacidade de abstração…

Eu fiquei pensando nisso, lembrando dos meus amigos americanos. Claro, são um grupo mínimo, mas, ainda assim: é impressionante como qualquer criatura que tenha realmente freqüentado a universidade que pagou pensa e fala diferente ali. Outro repertório, outro vocabulário, outro nível de articulação. E não são apenas os mestres e doutores. Fazem jus ao termo “educação superior”. Aqui neste país das bananas — sem ofensa às bananas — “intelectual” virou xingamento e os pessoal quer falar cada vez mais mongol…

Não, eu não estou defendendo falas empedernidas, prolixas e incompreensíveis, menAs ainda a gente não poder mais frescar e falar “mansh!”. O que anda me entristecendo é a possibilidade do país ter instituído “intelectual” como xingamento para esconder a própria e crônica ignorância…

Mas bla bla bla whiskas sachet… 😛