Archive for agosto \30\UTC 2008

HTTP vídeo (ou: auto-promotator tabajara)

agosto 30, 2008

O vídeo “Deixe a janela aberta” — meu e do Carlins — tá no festival HTTP Video, do Premio Sergio Motta, no YouTube. Tá até com boa cotação de vistas e estrelinhas, viu? Né por nada, não, mas eu gosto é muito desse videozinho… Pois bem: vão lá ver e dar estrelinhas a ele, tá?

Eu quero influenciar o júri! HAHAHAHAHA 🙂

Campo Contracampo

agosto 30, 2008



Campo Contracampo

Originally uploaded by gomezzz

A tese e os restos de quem a fez… Tirei a foto na secretaria, esperando para depositar os volumes. O sr. do lado — funcionário de algum importante adevogado que estava depositando o mestrado do dotô — olhou pra mim e perguntou: “minha filha, quanto tempo você investiu pra fazer isso aí?” Eu olhei pra ele, entre rindo e exausta e respondi: “quatro anos e meio.” Ele ficou pasmo. Eu completei: “é um doutorado…” Ele: “ah, bom. Parabéns. Tire mesmo a foto que merece!” 🙂

Olha, eu preciso aprender a não entregar as coisas no último dia. Foi assim na graduação, foi assim no mestrado e foi pior ainda no doutorado. E não é “apenas” procrastinação, não. O prof. dr. Silas é que deu a explicação: “é inevitável. A gente (gente como eu e ele, suponho) sofre demais para escrever. Então, se tem seis meses, não é que vai começar no primeiro e sofrer apenas dois. Não, vai sofrer do mesmo jeito até o prazo final. Já que é pra sofrer os seis meses inteiros, melhor então começar no segundo ou no terceiro e só sofrer metade, não?”

É isso mesmo. Agora, o aprendizado é tentar não sofrer tanto, Meu Deus do Céu!… E acho que vislumbrei isso nos últimos meses, quando eu tinha que escrever, sendo bom ou ruim. É meio libertador, você poder escrever “qualquer coisa” e depois botar a culpa na falta de tempo. Boa parte do que eu escrevi ali, sob esse regime, tá até bem bonzim. Pena mesmo foi o último capítulo. Boas idéias — excelentes idéias — que não puderam ser desenvolvidas. Não tem problema, não: eu só quero passar. Virar doutora. Desenvolvo as famigeradas idéias — com um pouco menos de sofrimento, espero — em artigos.

É, acho que o jeito é eu adotar o Zen de uma vez por todas. Carlins, fii, vamo meditaaaaaaaaaaaarrrrrr!!!

agosto 29, 2008

EU

ENTREGUEI

A

TEEEEEEEESEEEEEEEEEEEE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Revisar é preciso

agosto 25, 2008

Adoro o Word. Ele quer que eu troque:

“diegético” por “dietético”,

“Field” por “Freud” ou “Fiel”,

“Laplace” por “lapidasse”,

“proppiana” por “propina”,

“Tetris” por “tigres”,

“sistematizador” por “sistematiza dor” (Alessando Salles, saia do Word agora!),

“mimesis” por “mimemos”, 

“Peirce” por “peixe”,

NOVO: “decupagem” por “decolagem”!

 E para “triádico”, “semioticamente” e “narrativizar” ele nem consegue sugerir nada…

O bechinho… 😉

 

Beijin Beijin Tchau Tchau

agosto 24, 2008

Uhu: Jimmy Page!!! Uhu: Jackie Chan!!! 🙂

(Mas nada, NADA se compara ao Ursinho Misha chorando. NADA!)

XY

agosto 23, 2008

Men… A Cobra, neste momento 14 do segundo tempo da prorrogação, está ouvindo Velvet Underground com visita na sala. E eu, que há pouco tempo o atropelaria com um trator — E COM TODA RAZÃO — estou aqui contando minhas respirações, escrevendo a tese com tampões nos ouvidos e repetindo o mantra: “eu não quero ter razão, eu quero ser feliz”. (E escrevendo no blog para desabafar!)

Porque há que se entender que 99,99% dos homens tem um defeito nos genes que lidam com o cotidiano. Não é egoísmo ou maldade: é a mais pura e verdadeira FALTA DE SENSO DE LOÇÃO! 

A visita, que — por ser visita — ainda recobra algo de sensatez, teve a delicadeza de ir embora, mas pergunta se o XY da casa veio dizer qualquer coisa? 

Ai, minha paciência… Se eu apenas não soubesse que é do cromossomo Y…

(Obviamente: se fosse o contrário e eu tivesse a falta de noção de sequer pensar em convidar alguém pra visitar quando ele estivesse muito, muito, muito ocupado com alguma coisa e a gente ficasse ouvindo seja o que for mais ou menos alto na sala, enquanto ele trabalha, eu certamente seria atropelada com um trator, dos mais fortes, passando pra frente e pra trás, até meu corpo virar carpaccio. Mas, pelo visto, parte do papel de ser mulher e cismar em ser casada, mesmo se você for mulher, feminista, quase (toc-toc-toc) doutora, o escambau, é descobrir que tem certas coisas que simplesmente não dá pra pedir de um homem. E se você, amiga leitora, é casada com um daqueles seis XY COM noção, parabéns. Te invejo!)

***

Update: eu, rindo, não me convite e brinquei, com a delicadeza de uma princisa nórdica: “… vai ser mais fácil escrever sem o Lou Reed na minhac cabeça…”. Resposta? “Pô, já desliguei faz tempo!… Saco!…” Continue repetindo: “eu não quero estar certa, eu quero ser feliz, eu não quero estar certa, eu quero ser feliz, eu não quero estar certa, eu quero ser feliz, eu não quero estar certa, eu quero ser feliz… Oooooohm…”

Epígrafe

agosto 23, 2008

Devia ser a epígrafe da tese 😀

É as mulheres, oba!

agosto 23, 2008

Oléééééééééééééééééé!!! As galalau de ouro do rulibol brasileiro sigarantirôôôôôôôôôôôôôôô!!! UHU!!!

Da série “Diávola says”

agosto 23, 2008

Diávola, lendo o jornal hoje (enquanto eu vejo o jogo e layouto a tese) deparou-se com a notícia sobre o aumento da carga horária prática e teórica para a obtenção da CNH (aka “carteira de motorista” ou, para os nativos, “a carrrrta”). Diávola agitou-se: é que ontem, no salãozim aqui do lado, enquanto eu fazia pé+mão (homem terminando a tese não faz nem a barba!), ouvíamos as manicures gente-fina contarem como pagaram pra passar no exame prático. É tipo assim: você pode a bem dizer atropelar gente, esmagar os cones nas balizas, mas não volta a pé.

E depois a gente não sabe porque é que tem tanto motorista ruim neste país… Aí vem o governo (é, eu devo admitir que tem certas decisões desse governo que só chorando…) e acha que vai resolver o pobrema com mais aula e mais dinheiro… Pra começo de conversa, Diávola diz que é ABSURDO obrigar o povo brasileiro a pagar essa grana pra tirar a carrrrta. Se a pessoa leva o livro pra casa, estuda e passa, devia valer. Se o pai da criatura quer ensiná-la a dirigir no seu próprio carro, devia poder se habilitar para tanto, responsabilizar-se, sinalizar o carro e pronto. O resto devia ser responsabilidade do ensino público.

Se eu sei dirigir, é pelo que aprendi com o Seu Vicente. Na auto-escola eu aprendi (?) a contar quantas vezes virar o volante para fazer baliza. Ou, melhor dizendo: porque interrompi o curso, acabei voltando de viagem para ter aulas com o único professor que sobrou: o dono da auto-escola. Ao contrário de seus instrutores babacas (o primeiro que eu peguei GRITOU comigo!), ele não me ensinou fórmulas imbecis para passar no teste. No dia da prova, quando eu voltei dirigindo, ele olhou pra mim e disse: “eu tinha certeza que você ia passar!”

Obviamente, este assunto é fundamental para o bom andamento da nação — literalmente — mas Diávola mandou dizer que está muito preocupada com essa mania de controle do Estado sobre tudo. Resquícios stalinistas, talvez, mas o fato é que o problema não é só daqui… E Diávola super recomenda a leitura de duas coisinhas para pensar esse aspecto do mundo contemporâneo: o Dispositivos de Visibilidade e os textos do projeto Estéticas da Biopolítica, sobretudo os do César Migliorin e do Peter Pal Pélbart.

Tá pensando o quê? Diávola é cabeção, mano!

Aurum

agosto 22, 2008

Quando eu vejo uma mulher de 32 anos conquistar um ouro olímpico num esporte individual, depois de tanto marmanjo fraquejar na (semi)final em esportes coletivos… Eu tenho que dizer: UHU, BATE, MULHER!!! 😀

Sem brincadeira, se garantiu, viu? Eu acho que os Gorduchinhos Milionários — não toda a seleção brasileira masculina, só os riquinhos europeus e aqueles a caminho — deviam escrever uma redação, na lousa, a giz, com o seguinte tema: “porque eu sou um fuleiro em comparação às mulheres do Brasil”. 3000 palavras. E só almoça quando terminar.

Quando eu for do COB, vai ter anti-doping e anti-falta de vergonha na cara. E sessões de terapia e yoga, porque o pobrema da negada parece ser de juízo (ou falta de peia!)

ps: o que é esse Cisola, da seleção italiana de vôlei, hein? Aliás: o que é a seleção italiana de vôlei (tirando o Mastrangelo, ui!)? E o Brasil pode até perder, porque esses meninos já mostraram que têm vergonha na cara e acordaram do set catatônico. Mas que façam o favor de ganhar que eu quero terminar a tese com o sabor do aurum na boca! 😉