Archive for setembro \30\UTC 2008

Nós adoramos Sopa

setembro 30, 2008

Gabby 3.7 Astor

Originally uploaded by gomezzz

E eu adoro o menino que odeia sopa. Embora ele, na verdade, não odeeeeie sopa sempre. O que ele não consegue nem olhar é caldinho ralo com coisas boiando. Já eu, que, na infância, era uma verdadeira Mafalda, hoje em dia faço qualquer negócio por uma sopinha. Mas nada de coisas geladas para cima de moi: vichisoisse e gaspacho, blé! Sopa de Cebola também não é uma das minhas favoritas, mas vocês se supreenderiam…

Pequena Alegria

setembro 29, 2008

(Larga ele, sua Loira!)

Tentando não babar no hype, mas, ai, meus sais, é ele de volta: o barbudo ruivinho… Ele e suas musiquinhas bunitinhas, agora ao lado de Fabricio Moretti, dos Strokes, et al; amostra aqui. Enquanto isso, na sala de justiça, o outro barbudo tá aqui, também com umas musiquinhas bunitinhas. Ai, esses barbudinhos do meu coração…

Crack! Crash! Boom!

setembro 29, 2008

E o negócio vai indo… Dólar batendo 2 real… E nós aqui sem saber o que fazer sobre a viagem. Obviamente: se as coisas não se estabilizarem nos próximos dias, vamos ter que repensar tudo…

Mas, enfim, mais umas palavrinhas sobre consumo: eu tenho amigos (inclusive, leitores) que poderiam falar coisas bem mais pertinentes do que eu sobre as repercussões sociais, ambientais, econômicas, políticas dos nossos hábitos de consumo. Eu estou submersa no senso comum, no que diz respeito a isso. E embora saiba que não posso mudar minha vida ao ponto de ter a mesma compreensão do assunto que têm meus amigos verdes, quero sentar e ouvir a história.

Hoje, Cobra e eu andávamos pelas gôndolas do GIGANTESCO Záffari e comentávamos como nos anos 70 os EUA já tinham SUPERmercados e parte da experiência dos viajantes de intercâmbio naquela época consistia em viajar na maionese do consumo americano, enquanto isso só foi chegar ao Brasil — em sua versão mais perversa e farsesca, como sói acontecer — a partir da década de 90 etc. E agora a coisa se incrementa ainda de um jeito mais perverso e farsesco e vai indo e vai indo…

O que eu sei é o seguinte: como leiga (em economia, sociologia, ecologia), mas como alguém que não está ilhada no próprio umbigo, eu tenho entendido, entre outras coisas, o quanto existe de pura ANSIEDADE nessa coisa de consumo (e isso, dah!, não é novidade ou coincidência, é friamente calculado: “você precisa ter! você PRECISA TER!!!”). E se tem uma coisa que eu quero trabalhar é ansiedade. Para TUDO na minha vida (e tenho trabalhado e, mon dieu, como a vida é mais fácil hoje!…)

Com a disparada do dólar, eu deixei de lado os planos de compra, seja EOS, seja iPod, seja o que for. Pura ansiedade: “mas fulano vem vindo da Europa, ele PRECISA trazer alguma coisa!” Precisa não. Não é o momento. O momento agora é: LET’S SOSSEGATE THE RABICÓ!!! 🙂 Ainda tô pagando o com pu ta dor e o ce lu lar. Falta mesa de jantar e seria lindo trocarmos nosso sofá por um sofá-cama decente, para receber os amigos, mas as duas coisas vão ficar para o pós-viagem (se houver viagem).

Agora, o projeto é investir meu tempo (e, se for o caso, dinheiro) nas seguintes coisas: cozinha (aprendendo a cozinha, não comprando utensílios, que fique claro), jardinagem, arrumação da casa, dar um jeito de instituir coleta seletiva nesta bagaça de prédio, transformar a tese em artigos, preparar idas a congressos para o ano que vem, passar o máximo de tempo com meu sobrinho-primo delicioso, andar de bicicleta, melhorar minhas disciplinas, escolher filmes para mostrar aos alunos, voltar à natação. Tá bom demais, num tá não? 😉

Não sou, não serei, não quero ser asceta. Mas o projeto é menos ansiedade, em todos os sentidos.

Contraditória, eu?

setembro 27, 2008

Ah, nem é tão contraditório e dizer, logo depois do post abaixo, que a descoberta do dia foi a Tecelagem Cinerama, aqui bem pertim de casa. Foi assim: domingo passado eu resolvi tirar a poeira da bicicleta. Dei um rolê pela vizinhança e fiz uma paradinha no Sesc, para tomar um café e folhear umas revistas (note to self: aproveitar mais o Sesc, com suas atividades, revistas, jornais internacionais, cafés e pessoas bonitas). Horário de rush, de bom, só havia uma revista de casa e decoração, onde vi o anúncio da tal tecelagem. E num é que é bem do lado da fiRMa (a filial pertim daqui).

Pois bem: capas de almofada, futons, colchas, edredons, jogos americanos, tudo lindo e a precinhos beeem camaradas, excelente atendimento. Tem também bolsas, echarpes, lenços, ticidos de tudo quanto é jeito. Como o solar ainda está sem almofadas, não me agüentei: comprei duas para ornar com nossas paredes vermelhas. Resta saber se a Cobra vai aprovar — e eu vou com ele lá é semana que vem, para comprar novos jogos americanos, que os nossos tão meio caidões.

Mas não é contradição, não: preços justos para coisas que estão faltando há muito tempo na casa. E eu consegui me controlar e só comprar duas almofadas, o que, levando em consideração a quantidade de coisa linda ali, foi um feito hercúleo!!!

Crack!

setembro 27, 2008

Andando entre as gôndolas da lojinha do seu Abílio, ontem, eu achei que estava vivendo uma intervenção urbanística: “como assim, 10 sacos de lixo de 50 litros R$ 6,40?!?!?” “Como assim um pacote de cominho, R$ 4,89???” “Como assim um vidro de Mapple Syroup fake, R$20???” 

Gente, alô? Mêda, viu? Mêda! E nem venham me dizer que é “A Crise”, porque a escalada dos preços (pelo menos para a classe média brasileira) tá aí há muito tempo. E eu não vou nem falar dos jeans de R$400 e das bolsas de R$1000 — há muito pouco tempo, quando uma bolsa custava R$200, era algo infame. Hoje, a vendedora olha pra você e diz, “tá num precinho ótimo: R$500!” 

Mas eu não estou falando das bolsas. Estou falando dos ítens do supermercado. E há tempos eu suspeito que, pelo menos em SP, existe um viés inflacionário subjetivo que é bem revelador de uma certa classe média brasileira. Algo na linha, “o quê? Meu macarrão Barilla tá barato assim? Ah, não, algo está errado… Vou comprar o DeCecco, mais caro, porque eu sou muito fina para comprar coisa barata…”

Te juro, só pode ser algo assim. Ontem, por exemplo, eu conversava com um amigo que, a-ham, gosta de ir à pedicure. Disse: “faz alguns meses que não vou. Poxa, R$40!” Eu ri e completei: “quando você ganha por hora-aula? Metade, não?” Pois é… tem algo errado nessa conta aí. Claro que os R$40 não vão cheios para o bolso da pedicure, ave maria. Mas que tem algo errado nessas contas, tem…

E tudo isso só pra dizer que o negócio é ser budista e pregar o desapego aos bens materiais… O que, para mim, é difícil, pois eu estava muito perto de comprar uma Canon EOS XTi, algo que eu quero muito há bastante tempo. Mas vacilei — estava uns 340 euros e eu fiquei refletindo se devia, se não devia… foi pra 544 e eu desisti.

Mas, enfim, o desapego aos bens materiais… Eu me acho até bem pouco consumista, levando em consideração os apelos do mundo contemporâneo, mas é tudo relativo. Em comparação a certos amigos (muitos), eu sou um monge franciscano; em comparação a outros (bem poucos, é verdade), sou a Carrie Bradshaw. Meu fraco é por livros e uma cepa específica de eletrônicos, mas eu acho que vivo com pouco e quero viver ainda com menos.

Aliás, talvez seja uma das coisas que eu mais amo na Cobra: a simplicidade. Somos — ele bem mais do que eu — de um tempo pré-histeria consumista, quando se vivia com pouco e muito bem. Ele falava, outro dia: “eu sou da época do boom dos eletrodomésticos. A cozinha da minha avó tinha tigelas, pratos, fogão. A da minha mãe começou a ganhar liquidificador, batedeira, microondas…” E na base de tudo isso, fica sempre a pulguinha atrás das nossas orelhas: “a gente precisa disso MESMO?…”

Perguntinha traiçoeira… Porque, para uma Machadiana (de Arlindo, não de Assis, se bem que também de Assis), eu vou para sempre negar um estado “puro” das coisas. Não existe “preciso” de uma Canon EOS XTi, nem “não preciso”. Existe uma ecologia de possibilidades estéticas aquém e além dela, onde eu quero me inserir. A questão é tentar traçar limites não apenas pessoais para toda essa ânsia consumista…

Os meus pessoais são entender, desde a infância, que têm certas coisas que são simples golpe: não, eu não vou ser mais feliz com um mac book pro, com uma tv de plasma, com um jipe ou um Audi, com calças Diesel, com mais um par de tênis, com um iphone, com uma bolsa de R$2000, com o pacote completo de canais da NET… Talvez eu seja “mais feliz” com uma Canon EOS XTi, como estou sendo “mais feliz” com o novo com pu ta dor e o novo ce lu lar (hoje em dia, decorrência disso tudo, não dá pra ficar desfilando abertamente nossas mirradas posses), com um carrinho mais novo e, certamente, com uma viagem à Europa.

O limite geral é tentar, de alguma forma, fazer parte de um freio coletivo anti-histeria consumista. Basta, minha gente. BASTA. É ilusão demais, será que não dá pra ver? Tá fazendo água por todos os lados — e eu nem estou mais falando de ideais socialistas, porque o buraco é tão, mas tão mais embaixo que até orelha de livro consegue explicar…

Não precisa ser da DS para conseguir enxergar que essa “Crise” não surgiu do nada… (Ou melhor: surgiu do nada, sim, mas é justamente desse nada que estou falando…)

Agora doeu

setembro 27, 2008

Bye, mr. Newman… 😥

Pão e circo

setembro 27, 2008



Pão e circo

Originally uploaded by gomezzz

As fotos do circo eu vou ficar devendo, mas o pão tá aí documentado e, olha… ficou ótemo! Na verdade, a receita é do english muffin bread que eu peguei neste adorável blog aqui). É facílimo, super prático, não precisa sovar, só precisa deixar descansando uma vez por 45 minutos e foi uma excelente iniciação na área de pãe. Ficam também os agradecimentos à Marie, pelo carinhoso encorajamento a – literalmente – botar a mão na massa.

O circo, por sua vez, foi tão bom quanto o pão ou melhor. Até agora, estou com dor no maxilar de tanto rir. O pior é que eu e a Vezinha, duas roteiristas de quinta, não anotamos nada para nosso projeto secreto da série “Os Desterrados”… Eu sei que envolvia a Vezinha cuspindo o suco de uva de volta ao copo, para evitar que saísse pelo nariz numa crise de riso. Or something like that.

Ah, good times…

I <3 the internet

setembro 22, 2008

Como é que eu vivia sem os blogs de culinária? Como é que eu vivia sem os blogs de viagem? Como é que eu vivia sem os blogs de tecnologia? Como é que eu vivia sem as revistas online de cinema? Como é que eu vivia sem o GoogleReader para me dizer que todos os supracitados têm nurridades quenteinhas???

*

Descobri: o negócio é assistir Ratatoille, Sem Reserva e os programas da Nigella e do Jamie Oliver de tempos em tempos. Porque, antes de cozinheira, sou uma esteta: vejo aquelas comidinhas e começa a me dar uma piloura culinária incontornável!

Vê só:

Muffins de morango e gotas de chocolate. Não se comparam aos de blueberries, mas a gente vai inventando…

U23D +

setembro 21, 2008

Moooito bom. Afinal, só assim eu vejo Adame Clayton de pertinho, né? Ele e os outros três. E não é apenas um show em 3D (mais ou menos em 3D, porque não foi Imax). Exploram bem as superposições e a própria apoteose de efeitos que já é o show do U2. Som excelente, o sr. Hewson e sua boa voz límpidos, o resto dos instrumentos (que são apenas baixo, bateria e as mil e uma guitarras + rack do Edge) também. Mooooito bom. Vou ver se saio do estado de preguiça pós-tese e escrevo algo minimamente interessante sobre.

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Quer me fazer feliz, me largue na Livraria Cultura do Conjunto Nacional por algumas horinhas (menos do que algumas horinhas só vai me deixar frustrada). Sobretudo se, como ontem, fizer um bom tempo que não piso lá. Para mim, é uma bolha de Primeiro Mundo, mesmo que, como toda bolha, estoure facilmente. Sentada no café, folheando uma pilha de guias turísticos, vendo pela janela as flores do Pão de Açúcar da Al. Santos… eu quase acreditei estar num lugar mais ou menos civilizado. E só saí dali em umas duas horas porque tinha ingressos para a peça do Cocoricó — mas esse é outro assunto.

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Seguinte: alguém tem uma professora ou professor de francês para recomendar? (Gabi — o plano de imparare l’italiano vai ter que esperar até ano que vem, pois a família Strangelove&Cobra tem outros planos de viagem.) Só pra eu não passar fome em… PARIS!!! 🙂

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Depois do advento do novo com pu ta dor, eu me transformei na psicopata do dáunloudi. Com isso, papoquei a franquia da net — or so they claim — e fui oferecida um novo pacote de 6mb. Como eu não pretendo deixar de ser a psicopata do dáunloudi, aceitei. Mas só tenho baixado aquilo que é muito difícil de achar nas locadoras, como, por exemplo, a versão original de “Funny Games”, a duplinha “Smoking/No Smoking” e outras pérolas do Resnais, os mais novos Gondry e etc. E sabe do que mais? Eu tenho descoberto que gosto mais de ver filme no com pu ta dor do que na tv+dvd. Não sei por quê. Talvez eu esteja ficando muito pós-humana…

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Voltando ao assunto Parigi: a partir de agora, estou em modo ON para a cidade luz. Já já, me sento e revejo “Caché”, só para ir entrando na vibe. Também vou atrás de “Va savoir” e do “Dans Paris”, porque eu acredito na educação cinematográfica (já que ainda não existem games parisiense — ou melhor: até tem uma fase de algum Tomb Raider lá, mas é muito ruim).

Aceito todas as sugestões sobre a cidade — ou melhor, todas, não: só as boas, hohoho. As que incluírem hospedagem barata em bairros interessantes, melhor ainda. E as que incluírem dicas de vestuário para o inverno parisiense, também. As que incluírem dicas para “como transformar papel reciclado em Euros” serão especialmente bem vindas!!! 😀

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Mas, antes de ver “Caché”, quem sabe um passeio de bicicleta só para engrossar as pernas?…

Morumbi 14/9/2008

setembro 15, 2008



Morumbi 14/9/2008

Originally uploaded by gomezzz

O triste não é a pessoa fazer toda uma manobra logística para ir ao Morumbi passar ffffffrio e ver seu time perder dos bambis. O triste MESMO é a pessoa fazer toda uma manobra logística e ir ao Morumbi passar fffffffrio e ver seu time jogar ridiculamente mal, perder gols feitos, não mostrar sangue nas veias diante dos bambis, que, aliás, mal foram ao estádio…

Ô vida difícil esta de flamenguista, meu São Judas!…