Archive for outubro \31\UTC 2008

Maria

outubro 31, 2008

Cena um: eu, meio sem elan e impaciente com meu marido, o sr. Pau de Enchurrada (que vai enganchando em cada curva de rio, conversando com Deus e O Mundo). Cena final: eu conversando com Il Padrino da Mostra sobre games. O miolo eu conto já já, depois de fazer o pé com a Tati. Ai que dor de cabeça!

Gangorra?

outubro 30, 2008

Vem cá: sou só eu ou tem mais alguém achando que tá enlouquecendo ao ler as manchetes do jornal??? “Bolsa despenca”, “Bolsa sobe”, “Bolsa cai”, “Bolsa sobe”, “Bolsa se estabaca no chão”, “Bolsa sobe”, “Bolsa está roxinha roxinha de tanto cair”, “Bolsa sobe”, “Bolsa passou do nível do magma da terra”.

EU, HEIN???

Ahm? Ah, oi! Há quanto tempo?!

outubro 28, 2008

(Ou talvez seja apenas prozac withdrawal syndrome…)

Pois é: aulas, cólicas, calor e tal. Comecei a mandar a Mostra às favas na sexta. Marquei total retirando um ingresso para “Il Divo” em vez de “O silêncio de Lorna”. Cólica no mundo mais a descoberta de que “Il Divo” estava daunloudável e bye-bye Mostra. Noventa pilas meio que jogadas no lixo, mas, oh, well… I tried. Wim Wenders e aprendenders… Ano que vem, volto a freqüentar a Mostra à paisana… Aliás, já baixei tanto “Il Divo” como “Gamorra”, dois italianos comentados. O bom vai ser ter que praticar italiano: tem o filme, mas não tem a legenda. Nem em inglês! Oh, well, legenda é para os fracos!

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Casa e jardim
O manjericão moribundo e a palmeirinha, recém-transplantados para verdadeiros latifúndios!

Daí, sábado, a Cobra não teve peça. Fomos saracotear no dia de calor (e que calor!!!): passear na Benedito e comprar novos Ray Ban genéricos, comprar plantinhas e vasinhos, replantar o manjericão moribundo, a pimenteira (que, depois, descobrimos ser ASSASSINA!), a palmeirinha… Tô falando, minha vida é invertida: primeiro, doutorado, depois, aprender a cozinhar, plantar e, quem sabe, um belo dia… oh, well, we’ll speak of it some other time. Aliás, acerca das plantinhas, “descobrimos” um lugar ótimo na Heitor Penteado, um horto meigo e fofo, com atendimento nota dez, inclusive para inaptos como eu. E viva o seu Mario (que Mario?), que ainda nos deu uma florzinha vermeinha de presente, para conquistar de vez os clientes. Depois de minhas conversas com o Rô, vou voltar lá já já para comprar uma salsinha e continuar minha hortinha. Aliás, o Rô garantiu que meu manjericão vai sobreviver. É bom, mas, se não sobreviver, vou lá comprar o pezinho de manjericão italiano que vi frondoso e charmoso…

Casa e jardim
A pimenta assassina.

Cheguei em casa com a corda toda, fiz English Muffin Bread (não sei mais de onde peguei a receita do pão, mas os muffins tão aqui) e bolo de chocolate. O pão fez sucesso com a Cobra (nada como um pão quentinho saído do forno), mas já está na hora de tentar uma receita com mais cara de pão mesmo. O bolo saiu mais ou menos… Mas não vai sobrar! E eu não tirei fotos porque tivemos que sair correndo para um aniversário chatérrimo: pessoas adoráveis, pão de calabresa e sanduíche de pernil “melhor que o do Estadão”, cerveja Norteña gelaaaaaada aparecendo misteriosamente na nossa frente. E canja acústica de Johnny Monster + Alvaro Petersen, com direito a backing vocal das mulheres…

Casa e jardim
O bolo que deu meio-certo (e a calda que petrificou). Último pedaço!

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Domingo no Parque

Parque Villa Lobos. Ou é o gramadão do Central Park? 🙂

Domingo, espontânea e misteriosamente de pé antes das 9h, fui passear com o Minino Carequinha & família no Parque Villa Lobos. Rapaz, que programa legal!!! O parque tá moooito melhor do que eu lembrava (ou melhor: do que era na época em que eu morava pr’aquelas bandas). Muito mais árvores, mais brinquedos, mais ciclovia, gramadão. A bem dizer um Central Park (afora a parte da ciclovia com vista privilegiada para o “rio” Pinheiros e adjacências, mas, enfim… chamemos de “distanciamento Brechtiano…). Tenho que fazer isso mais vezes — mas tem que ir cedo. Saímos umas onze e tava o verdadeiro estouro da boiada: pais, filhos e bicicletas por todos os lados. E um calor de derreter catedrais. O póbi do Minino capotou 45 segundos depois de sentar em sua cadeirinha no ar-condicionado…

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Monsieur Percussion

Monsieur e Cobra discutindo música. Claro.

Ah, e teve a chegada do furacão Monsieur Edmund Carneirô, de Paris para o cafofo do Strangelove & Celeste. Alegria garantida ou seu dinheiro de volta. Chegou na quinta insana e eu saí da foto do post abaixo, depois de 12 horas na fiRma, direto para o Geni, para show dele, com canja da Cobra e outros convidados, com a ilustre Maria de Medeiros na platéia. Foi FINO, hein? Cobrinha tava deitando e rolando, acompanhado pelo creme do creme, incluindo Carneiro na percussion e Bocatto no trombone.

(A propósito: Monsieur faz show acompanhando Maria de Medeiros — “Whose chopper is this? – It’s Zed’s. – Who’s Zed? – Zed’s dead, baby” — dia 30 no Sesc Pinheiros, 30 pilas a inteira, encerramento da Mostra. We be going there!)

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E tem a obra – eu falei da obra? Não a grande obra do mestre Picasso e menos ainda a… Bom, deixa pra lá. A obra é a obra difunta ao lado de nosso lar, que renasceu das cinzas e agora somos acordados à base de britadeiras bem cedinho de manhã. E eu penso assim: talvez não eu, mas a Cobra ouviu funk bem alto, enquanto jogava na cruz. Certeza. A pergunta é: se eu vim parar ao lado dele, é porque ajudei a jogar pedra na cruz???

Monsieur Percussion

The Strangelove & Celeste no bar da vizinhança

Questões, questões… Agora vou ali: fazer compritchas (incluindo bolo-de-rolo pra o Monsieur Carneiro, que ele não dispensa), comprar velas bonitas para arrumar a casa e receber a futura hóspede (Lady Di vem aí, lalalalalala), quem sabe consumir mais um pouquinho da minha credencial da Mostra vendo “Vicky Cristina Barcelona”, em homenagem à Irmã e baixar o Surfista Prateado na oficina, rezando para que seja apenas um mal passageiro esse algo que se sacoleja embaixo dele…

Mas, como diria o governador da Califórnia: I’ll be back.

Quinta Insana

outubro 23, 2008



Quinta Insana

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Vontade LOUCA de dar aula hoje…

Mostra

outubro 23, 2008

Meu primeiro dia de verdade na Mostra: quatro filmes. Ok, vai, três e meio. Somam-se, portanto… cinco e meio ao todo (e pensar que Guiu e Chico já viram mais de vinte…).

Até agora, nada péssimo, mesmo o “Feliz Natal”, devo admitir. Ontem, um excelente filme – o uruguaio “Acne” — dois bons filmes — os americanos “S.O.P” e “After School” — e um filme muito interessante, do qual tive que sair no meio, por cansaço mental, dor de cabeça e aula no dia seguinte: “Aquele querido mês de agosto”, um português mezzo documentário (?), mezzo ficção (?), que, ao que me parece, mudava de rumo no meio do caminho, mas eu não tive fuerza para descobrir. Hoje, tinha ingresso para o chinês hiper-hypado “24 City”, mas fiquei com preguiça (porque não sou cinéfila AA, já que não sou fã de Jia Zhang-ke , mas whatever!).

Hoje, aliás, praticamente não havia quórum para a aula, uma vez que os alunos de cinema devem ter achado melhor passar a tarde na mostra… Eu também acharia. Aliás, acho que semana que vem vou combinar isso (onde já se viu ter a maior mostra de cinema do país e obrigar os alunos a ficarem em sala de aula os cinco dias da semana???). Porque, como disse a eles: “olha, se vocês não quiserem ter aula, tudo bem, contanto que eu também possa ficar em casa. Mas se eu vier, tem aula e, portanto, chamada. Hohoho.”

Para sexta (já que amanhã é a quinta insana), tenho ingresso para “Mundo Grua”, um Pablo Trapero de 99 que não conheço e “Il Divo”, italiano bem comentado. E acho que com isso dou uma pausa e volto só na segunda. Até amanhã, espero terminar de baixar “Gomorra”, outro italiano hypado, e “compensar” o dia assistindo-o, quiçá com os seis gatos pingados que devem aparecer em aula…

Da permanente especial, até agora, “gastei” menos de um terço. Quer dizer: para ela valer a pena economicamente, eu preciso usá-la em pelo menos 10 filmes. Se vir outros 5 ou 6 pagando meia, ainda valeu a pena não ter comprado o pacote de 20 ingressos. Até porque esse pacote de 20 me dá ansiedade: na permante especial, o limite é só de horário, entre segunda e sexta, até às 17h59, posso ver quantos filmes conseguir, não “apenas” 20. Com o pacote, fica aquela agonia: “ah, mas eu quero mesmo ver esse? Porque se não conseguir trocar um dia antes, perco o ingresso…” E, vamo combinar, essa mostra já gera ansiedade demais…

Pra fechar a conta, só não vale incluir o preço do transporte e/ou estacionamento, dos dois mil cafés e dos lanchinhos!

Ao mestre, com carinho

outubro 21, 2008

Daqui a pouco, continuo, mas deixo o teaser: se fosse fazer um balanço de pessoas que deixaram marcas profundas (e profundamente boas) na minha vida, eis que não poderia não estar na lista: professor Tadeu Feitoza. A ele, devo não apenas minha “degeneração” ao mundo da Semiótica, mas outros tantos amores…

Mas estou saindo para a Mostra. Quando voltar, conto direito essa história.

Cheiro do que é ralo (captou? captou?)

outubro 20, 2008

Esta Mostra tá me dando sinais de que não vai deslanchar para mim. Primeiro, tive que optar pela “Permanete Especial”: todos os filmes que você quiser, contanto que seja de segunda a sexta e até às 17h59. Ou seja: credencial pra vagabundo. Mas era isso ou pagar R$165 por um pacote de 20 ingressos, dos quais consumiria metade, no máximo. Ainda não sei se valeu a pena, vou ter que fazer as contas depois…

Ontem, vi “Os adultos”. Nada de excepcional, mas… acolhedor, bons personagens, algo que fala. Hoje, única e exclusivamente pela proximidade do Espaço Unibanco Pompéia, fui assistir ao filme do Selton Mello, “Feliz Natal”, que me irritou tanto ou mais do que as próprias atuações do over-actor supremo. DETESTEI — embora deva reconhecer o mistério: os atores estão bem, mas os personagens são ralos, o enredo é pretencioso, cheio de clichês (fiquei com a franca impressão de clonagem barata de “O Pântano”, com direto à Darlene Glória de velha bêbada e decadente e menininho fofo se dando mau no final) pseudo-mudérnos. 

Amanhã, espero ver algo bom. Mas, ao que parece, devo passar ao largo da maioria dos filmes top (que eu, a bem da verdade, nem sei bem quais são…)

Thank God it’s Friday!!!

outubro 17, 2008



Me right now

Originally uploaded by gomezzz

O cabelo está lavado e solto, a dona suegra está na casa e a moda dos lencinhos continua fiRme e foRte. Deus abençôe as sextas-feiras.

Buffer

outubro 16, 2008

Olha: tem dias em que eu tenho muita vontade de sair distribuindo a seguinte frase: esse é um problema do tipo “seu”.

Vejam: eu tenho tentado aprender com as pessoas mais generosas da minha vida a me dar cada vez mais. Mas tem horas que não sei não… “Ah, eu queria A, mas só tem B!… Ou será que quero B? Ou A? O que é que faço, hein? A? B?…”

Das primeiras cinco mil vezes, a gente argumenta, propõe, consola, mas, a partir de um determinado momento, dá vontade de simplesmente usar uma das melhores frases da Becky, minha “mãe americana”: “Honey, life is a bitch.”

Ou então adotar o approach Seu Lunga:

– Lunga, tá me dando uma coisa…
– Pois receba.
– É uma coisa ruim.
– Pois devolva!!!

E completar com uns bofetes que é pra ver se a pessoa sai do transe.

(Ihasahotdog pretty much saves my life eveyday!)

Pé na cozinha

outubro 14, 2008

Talvez por conta da ressaca intelectual, a cozinha tem tomado cada vez mais espaço no meu universo de interesses. Acho que é justo dizer que eu sou pelo menos 90% autodidata, embora neta de uma das melhores avós-cozinheiras do mundo (do tipo que tem um cardápio simples, mas que faz tudo muito, muito, muito gostoso). Mamãe me ensinou a fazer carne moída e farofa. E ainda assim, por telefone (mas a coisa mais fofinha foi o caderninho de receitas que ela me deu, com essas duas, mais a de bobó de camarão e de filé ao molho anotadas… Guardarei aquele caderninho para sempre!).

A salvação para uma auto-didata e esteta, como eu, são os blogs de cozinha. Tenho alguns no meu Google Reader, mas meus favoritos hoje em dia têm sido La Cucinetta e o blog da Cinara. Deste último eu peguei a receita dos muffins de blueberry, do primeiro, ainda não tentei nada, mas quase morri de rir (por pura identificação) com este post (a parte sobre as crianças e os cookies), além de estar babando e aprendendo muito. 

Não sei se tenho muitas chances de me tornar uma cozinheira de mão cheia como aparentam ser as autoras dos supracitados blogs, mas há algo de MUITO, mas MUITO GRATIFICANTE MESMO em adquirir uma nova habilidade depois dos trinta (e a Cobra tem me ensinado jardinagem. Num apartamento, mas, enfim…)

Aliás, talvez minha vida seja meio de-trás-pra-frente, mesmo: primeiro, a gente faz doutorado, depois, aprende cozinha e jardinagem 😛

(Na esteira das leituras culinárias, achei este precioso guia: Pobre Também Come, que até agora parece ser muito útil para aqueles que, como eu, gostam de comer, mas acham que os preços dos restaurantes paulistanos são, tipo assim, ridículos.)