Archive for dezembro \31\UTC 2008

Barcelona

dezembro 31, 2008



Barcelona

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Parc Güell, num dia de sol.

Tengo mucos!

dezembro 30, 2008

E, finalmente, la sol deu o ar de sua gracia em Barcelona! Isto posto, fizemos a peregrinação turística básica: parc Güell e Sagrada Família. Fotos falarão melhor: lindas e tal e coisa, mas, pela hóstia, eu me senti no carnaval de Olinda: gente, gente, gente, gente, gente e mais um pouco de gente. Mal dá pra ver as doidices do Gaudí… Mas tudo líndio e beeeem menos frio, uns 12 graus, sem vento e com sol (enquanto isso, em Paris: máxima de zero graus celsius!!!). 

Depois, Mercat Santa Caterina. A irmã e sua amiga, ambas pessoas descoladas, foram ao restaurante fashion que aparece no “Vicky Cristina Barcelona”. Cobra e eu, preguiçosos, tradicionais, famintos e exaustos, sentamos num balcão dentro do mercado e comemos muito bem. Os preços aqui são muito, mas MUITO mais barato do que Paris. Hoje, por exemplo, comemos muito bem, bebemos coca e cerveja e pagamos os mesmos 20€ que pagamos em Paris para não comer lá muito bem e beber água da bica… E tem sido assim. 

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Depois da bateção de perna turismo101, fomos encontrar Maria e seu marido catalão. São uns queridos esses dois, viu? Batemos mais muita perna pelos arredores das ramblas, Barrío Gotic, Ciudad Vieja, Born, com o guia exclusivo nos mostrando as quebradas daqueles labirintos, entre casas catalãs típicas, colunas romanas arqueológicas, docerias tradicionais, livrarias, museus, hospitais… tudo devidamente comentado. Muito bom! Que bons amigos esses que fizemos! 

Aliás, eu fico sempre me sentindo devedora, quando pessoas não muito íntimas são gentis conosco. Não sei por quê, culpa cristã, só pode… Uma das coisas que esta viagem me (re)lembrou, foi da importância de acolher bem visitantes, com carinho e generosidade. Nossa pobre casinha bem que precisa de um quarto de hóspedes decente…

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Depois de tanta bateção de perna e com mais quase dez dias de viagem pela frente, tenho que reconhecer que estou ficando cansadinha… Ok, minto: cansadinha, não, CANSADÉRRIMA! É genial, eu adoraria poder sair do país pelo menos uma vez por ano, mas, benza Deus, como cansa! Sobretudo para quem não tem bala para pagar vinte e tantos dias de hotel… É muita bateção de perna, sair de manhã e não parar um segundo, querendo ver tudo o que é possível ver… e olha que a gente tenta nem ter essa ansiedade turística, não ver todos os museus, todos os monumentos, porque não dá, mas… Vamos descrever dessa maneira: se o tele-transporte fosse acessível, eu ia dormir hoje lá em casa, passava uns dois dias despressurizando e voltava para outra semana!

(Aliás, nem me lembrem… 2009 promete muito trabalho… Só de pensar em voltar, me dá uma preguiça mental!)

PS: o título diz respeito ao meu estado nasal desde Paris. E haja oscillococcinum para segurar os états grippaux! (Falando nisso, coisas que adoro em viagens: as balinhas e os remedinhos locais!)

Barcelona!

dezembro 29, 2008



Barcelona!

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Irmãããããããããs!!!

Non-stop

dezembro 27, 2008

Nem consegui falar de Bruxelas e já estamos em Barcelona, com a irmã!!! E olha que a gente fez questão abslouta de ***não*** fazer uma daquelas viagens de pacote, dois dias em cada lugar, por uma inclinação muito nossa de preferir ficar tempo suficiente em cada lugar para começar a apreendê-lo. Assim, a idéia era passar este tempo apenas entre Paris e Barcelona. Bruxelas entrou na jogada porque nossos anfitriões parisienses nos convidaram para passar o Natal com amigos brasileiros que moram por lá. E, como já disse, foi uma excelente aquisição à viagem e, quiçá, à vida (porque ô família legal!). E ainda nos apaixonamos por Bruxelas, uma cidade pequena, se comparada às metrópoles, mas cuja vibe me encantou mais do que — vou te dizer, hein? — Paris.

Agora, já estamos em Barcelona e eu estou pensando como é que o povo que faz as viagens “trinta países em quinze dias” agüenta — porque eu, com três em dois dias, tou botando os bofes pra fora! Ainda não deu pra sentir a vibe de Barcelona, mas, tendo passado pela Plaza Catalunya, acho que gostei, hein? Mas chegamos à noite, exaustos, fizemos uma massinha, coisa e tal e acho que vamos desmaiar aqui no cafofinho da hermanita catalã, para só aproveitar alguma coisa mañana…

Ah, notícias:

Já falei que tem show de Alvaro Petersen no Favela Chic, 7 de janeiro, hein? hein? hein? Favela CHIC NO URTIMO! Alv Peter, Edmundo Carneiro na percussão e possível participação da nossa truta Maria de Medeiros!!!

Nova aquisição da família: Nikon D60 + lente 18-55mm + lente 55-200mm!!! E eu nem quero ver a fatura do meu cartão de crédito na volta (o preço foi MUITO bom, mas, para esta pobre, mais uma vez, será x 3… snif…)

Bruxelas

dezembro 26, 2008



Bruxelas

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Noite de vinho, música e conversa na casa de uma família brasileira simplesmente a-do-rá-vel em Bruxelas. Presente de Natal fantástico!

Me talk pretty one day

dezembro 25, 2008
Contradigo-me um pouco: Paris é linda, mas eu não acho que gostaria de morar aqui. Já havia tido essa sensação quando cheguei, mas a atribuí ao desconhecimento da língua e à vivência de turista-pomba-lesa — o que, aliás, continua valendo. Mas a sensação foi crescendo, até que começou a se sedimentar ontem, conversando com Pascal e Maria. Um voltou ao interior, pois não agüenta a antipatia dos parisienses. A outra pensa em morar em São Paulo, pois está de saco cheio de uma cidade caríssima, na qual os serviços são muito ruins. E são MESMO — caros & ruins. Para estes pobres brasileiros, então… Também estou um tanto impressionada com a sujeira da cidade, sobretudo do metrô — falam mal de NYC, mas eu sinceramente tenho achado a grande maçã um brinco em comparação a isto aqui (é claro que, de um jeito ou de outro, não há como comparar o padrão de limpeza brasileiro com qualquer outro do mundo…)
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Ontem à noite, pós-show, saímos para tomar vin/bierre com Maria e amigos. Foi um momento divertido e instrutivo. Divertido, porque ela é um doce, porque conheci Valdir (primo de Guiu!) e Cássio e nos demos super bem, porque Pascal é um fofo, porque Gianpietro parece que saltou de um filme de Fellini, com suas roupas, trejeitos e sotaque pugliano. Instrutivo porque ali deu pra ver a transculturalidade em ação, pessoas conversando e mudando de língua três vezes em cada frase, referindo-se a cidades de países diferentes como a bairros de uma mesma cidade. O lado bom foi estar numa mesa onde havia, pronta, uma equipe de cinema internacional: Marco, o regista italiano, a equipe de arte e a montagem brasileiras, a atriz portuguesa e a música franco-brasileira. O lado ruim foi ter a sensação de que, para um ou outro daqueles europeus ali, não passávamos de uns indiozinhos idiotas que não falavam “nada” além de português e inglês…
Achei-me meio ridícula por não falar francês, italiano ou espanhol bem. Não estou acostumada a não conseguir me comunicar com grande facilidade noutro país (e por “noutro país” vamos ter que entender a “América”). Ok, não “ridícula”, mas… americana. Ser de um país continental, onde se acham estranhos os sotaques diferentes de uma mesma língua e se pode passar a vida inteira sem pensar que há outras línguas, portanto, outras formas de pensar no mundo. Nunca havia me sentido tão americana, tão “jovem”, tão estrangeira, para o bem e para o mal. Particularmente, me irritou uma senhorinha extremamente européia, que parecia estar bastante incomodada com nossa presença e a dos outros brasileiros. A eles, só aceitou depois de descobrir que “fizeram o filme de Walter Salles!” Como eu e a Cobra não fizemos… 
***
O que tem me encantado acima de tudo, além da beleza de alguns recantos, é mesmo a história insulcada por todos os lados. Andar pelo Louvre e por Notre Dame me deixou meio entorpecida, olhar aqueles mármores e imaginar imperadores, serviçais, nobres e plebeus que andaram por ali sob outra luz, outro tempo, outras circunstâncias. Quando imaginariam eles que tais escadarias seriam habitadas por hordas de turistas bárbaros, ansiosos por uma foto de um quadrinho miúdo, atrás de um vidro, atrás de uma corda que os coloca a três metro de distância do objeto de desejo? Quando Da Vinci imaginaria que aquele retrato viraria o emblema supremo de… sei lá do quê!!! De um bando de gente muito doida, que anda pra cima e pra baixo no museu mais preocupado em fotografar quadros do que em vê-los! Ou, como diria eu mesma (e Adriana Calcanhoto), uma gente que agora só sabe ver enquadrado, só sabe enxergar o que a câmera registra… Estranho.
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Como esperava, há uma medida grande de bateção de cabeça nesta premiere fois dans Paris (primeira minha, Alv já estevej aqui duas vezes, mas isso não tem ajudado grande coisa, hahaha!). Alv e eu passamos tempo demais do nosso dia batendo em perna de brasserie em brasserie, olhando menus e descobrindo qual o menos absurdo para nosso bolso em reais. Um formule midi não sai menos do que 10€ por cabeça e é uma pechincha! Costuma sair por uns 13€. O café fica entre 2 e 3€ em média e uma porcaria duma coca-cola não sai por menos de uns 3€. Benza Deus, tem a garrafa d’água da bica de grátis ou a gente ia à falência!!! Uma micro-tacinha de vinho fica uns 3€ e uma cerveja — bem maior! — por algo em torno de 4€. Embora a gente saiba que converter pra real só vai deixar a gente maluco, não tem como, né? A cada omelete de 6€ a gente fica meio com cara de bocó… Daí porque, se é pra comer, agora, ou a gente vai no “McDô” e enfia o pé no Le Big Mac ou pedimos um formule ou menu de pris fix e aproveitamos entree+plat ou plat+dessert. Hoje, em Saint German de Prés, achamos um lugarzinho com menu a 10€. Eu fui de pate de campagne, moules frites e Alv de salada e steak au poivre, ambos fechando a refeição com creme brule. Anteontem, eu enfiei o pé na jaca num magret de canard com o melhor pure de batatas da minha vida. E tem sempre as maravilhosas baguetes e queijos, claro!
Pensando bem, os preços não são maus… nós é temos que multiplicar por três! É que eu estou acostumada aos USA, onde comer é MUITO barato, mesmo em dólar. Lembro-me do 7A, onde um gigantesco hamburguer com um mar de fritas, uma coca com refils infinitos e gorgeta dava $10 e ontem, perto do Louvre, pagamos cada um 11,50€ por um hamburguer a cavalo (!!!) e pommes frites. Faz as contas… (mas há que se dizer que o hamburguer estava delicioso, com herbes de provance, o ovo no ponto, o pão ótimo e a água da bica continuava de graça, hahhaha!)
Os dois coió aqui almoçam e aproveitam para andar um pouco mais e só aí tomar café, que é pra aproveitar a cadeira e o banheiro. Não tomamos um único café menos do que excelente aqui, da birosca da esquina ao melhor restaurante. Custa quase nove real, mas não passamos sem!
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To be continued…

Cidade da ciência

dezembro 25, 2008



Paris!

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Ventinho beeem gelado diante da geóde na cité des sciences (não, não me peçam para soletrar ou acentuar direito, hein?), bem em frente ao nosso cafofão parisiense (nas bordas, mas parisiense, hein?).

Shakespeare and Co.

dezembro 24, 2008



Paris!

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Finalmente, livros que eu consigo ler! Quase comprei uma edição de “Wait until spring Bandini”, mas, afinal, melhor pedir pela Amazon e guardar essa livraria na lembrança…

Feliz Natal

dezembro 24, 2008

Agora o pau vai cantar de frio por aqui! E ainda deve estar mais frio em Bruxelas, para onde partimos em poucos momentos, para passar no Natal com amigos. Vou já deixar meus melhores desejos de Natal, ainda mais feliz porque, aqui em Paris, não tem essa histeria consumista que tem por aí. 

Joieux Nöel!

dezembro 23, 2008

(Note to self: ter me tornado doutora tem que servir *pelo menos* para eu viajar muito pelo mundo às custas do povo brasileiro! Meu Deus do céu, como foi que passei três longos anos sem viajar ao exterior — e trinta e três longuíssimos anos sem conhecer o Velho Mundo???)

Escrevo do Theatre de la Ville, o de Abbesse (roubando uma internet livre, porque estou com vergonha de pedir o mot de passe do wifi do teatro), no Montmartre, enquanto vemos o ensaio do show da Maria (de Medeiros). Alv desenha para as meninas da Maria e eu, além de escrever, observo a fauna, que é uma das coisas que mais gosto de fazer na vida. As meninas são ótimas, viajam pra cima e pra baixo com a mãe e o pai, que é produtor. Falam português, francês, espanhol, catalão e “um pouco de italiano e inglês”. (Tipo: !!!) E ficam comportadas e resignadas enquanto a mãe ensaia e o pai produz. 

Nossa recepção por Maria, Pascal e Bruno não poderia ter sido melhor. Eles nos conheceram há pouco mais de um mês e, voilá, de repente, cá estamos, em Paris, como se fosse a coisa mais natural do mundo. Bruno, o baixista, ficou felicíssimo em nos rever e Maria fez uma baita festa, já combinou encontro em Barcelona, pois também estaremos por lá na mesma época. Carneiro, amigão do Alv, é o anfitrião mais atencioso do mundo e, portanto, tout va biens (não me peçam para saber acentuar em francês, hein???)

Eu havia esquecido do quanto preciso dessa mudança de ares… Nem por ser “apenas” Paris*, qualquer mudança de ares, o não-Brasil. Penso que posso viver uma vida mais colorida, mais viagens, menos cotidiano da fiRma, menos energia gasta em mediocridade, mais risco, mais vincos feitos no tecido da vida. Estamos phodidos e mal pagos no Brésil (e não necessariamente nesta ordem). 

***
Show da Maria foi sensacional. Festinha depois. E ainda estou de ressaca, tomando café e tartines no “Pedras que rolam”, em frente ao que batizamos carinhosamente de “Cafofão”, aqui na quebrada de La Villette. Amanhã, tomara, sento no QG do Carneiro e consigo DE FATO usar a internet…