Archive for janeiro \31\UTC 2009

Resoluções de começo de ano

janeiro 31, 2009

1) Começar e manter o movimento “Muito Além do Jardim”. Explico: eu tenho a tendência ao isolamento. Morando fora do eixão Vila Madalena-Paulista, melhor-amiga dos sem-carro, com metade das noites tomadas pela fiRMa, ou eu passo a positivamente me fazer presente na vida dos meus amigos ou vou sumir no limbo. Acho que comecei o ano bem: já vi a Vezinha, já vi uma Poxoca (num filme que ela O-DI-OU, mas tudo bem, rs!), já vi o Xuxuzeinho. É mais em algumas semanas do que eu fiz em seis meses, mas é preciso manter e melhorar muito;

2) Entrar na natação: check. (E eu até fiquei com saudades! Mas eu já fiquei com saudades antes e sei que essa empolgação passa, portanto, não vou me valer dela, vou continuar pensando nisso sob o viés da disciplina, o que vier de diverção diversão [alzheimer, já?] é lucro. Aliás, como hoje a academia já fechou, tou até pensando em ir andar de bicicleta ou pular na piscina do prédio, só pra não deixar essa empolgação se esvair de graça. E preciso ir ali trocar a touca de natação. Minha gente, na boa: não fizeram essas toucas de silicone tamanho CEARENSE, né? Comprei a que supostamente era um pouco maior e senti meu cérebro querer sair pelos ouvidos! Nem! Vou comprar uma nova, duas vezes mais cara, mas que não espreme meu juízo!!!);

3) Me organizar. Em tudo: trabalho, estudo, orçamento, projetos. Na casa, nem tanto, porque tem limite: eu não vou virar uma virginiana! Então até vou ver se baixa uma Lady Di e eu organizo meu armário e a bancada do meu escritório, mas querer ser mais do que isso eu acho que é pedir recibo de frustração. A pessoa tem que conhecer seus limites, né?

4) Buscar láááááááááááááá no fundinho de minh’alma a inspiração para aceitar de peito aberto as limitações dO Outro. Na prática, como O Outro tem dado provas incontestáveis de que não vai me ajudar, isso significa buscar em algum lugar que ainda desconheço a paciência, o amor, a generosidade, a humildade para não devolver porrada, quando se recebe porrada. Não: não me pergunte como isso é feito. Suspeito que só adotando o zen budismo ou psicotrópicos fortes. Ou os dois. Mas em 2009 sacramento oficialmente o início dessa jornada. 

e, finalmente, 

5) Começar, lenta e serenamente, a tirar da minha vida quem já passou mais de um recibo de mau-caratismo. Felizmente, sou brindada pela convivência com gente de Altíssimo Caráter, não apenas por sorte na vida, mas porque aprendemos lá em casa, por mera observação, a “dizer não às drogas”. Por isso mesmo, aqueles dois ou três “amigos” de três ou quatro caras vão ouvir uma boa meia-dúzia de palavras se insistirem em existir perto de mim ou dos que amo. Porque, a partir de uma determinada fronteira, mexeu com amigo meu, mexeu comigo. E isso inclui a galera do “farinha pouca, meu pirão primeiro” e do “enquanto só estão phodendo a vida dos outros, não é problema meu”. E tenho dito.

E feliz 2009 (afinal, o ano só começa depois do carnaval!)!!!

Folk

janeiro 30, 2009

O próximo potencial-bola-da-vez-da-cena-indie-folk-com-cara-blaze-e-que-cita-leonar-cohen-como-se-fosse-uma-referência-inédita vai apanhar. Muito.

E se eu esbarrar com alguém no show do Radiohead que diz que foi lá só pra ver Los Hermanos e cantar todas as músicas com reverência religiosa, vai apanhar também. Mais ainda.

Esse povo tá surtando. Sério. Mêda.

Agree to disagree

janeiro 29, 2009

Vem cá: é impressão minha ou chega uma idade em que você não quer mais justificar (pelo menos algumas de) suas escolhas (mais fundamentais)?…

(Ou, pelo contrário: a gente só fica MAIS insegura? Me diz: chega uma hora em que a gente não se descabela mais para defender um ponto de vista? Qual é o caminho da iluminação e da paz? Por que tem gente tão querida e próxima que consegue nos tirar do sério? Hein? Hein? Hein?)

Às vezes, eu queria ser ser um pug.

À espera de um milagre

janeiro 28, 2009

A pessoa tá sentada em frente ao computador de maiô Adidas, tentando criar coragem para ir fazer uma aula de natação, como medida para finalmente voltar a exercitar também o corpore e não apenas a mens… Vai, gente, envia uns pensamentos positivos, pretty please? Vai, meu povo, que a preguiça, comigo, é que nem a poção mágica com Obelix: eu caí num caldeirão de leseira quando era bebê e, em mim, os efeitos são PERMANENTES!

É por isso que fico com o approach do dr. Drauzio Varela: exercício é um saco! Não adianta dizer que não é, porque é e vai ser pra sempre. É chato, é dolorido, é cansativo e você só faz se passar a encarar a coisa com muita disciplina, porque esse papinho de que é “legal” ou é mentira ou só se aplica a uma parcela micron de pessoas que eu honestamente considero serem de outro planeta (e que atire o primeiro comment quem já não gazeou uma pá de aulas já pagas na academia, ok? rs)

E como disciplina também não é o meu forte… eu vou ter que lembrar dos meus 3.3 e do fato de que meu corpo aparentemente decretou o fim da mamata de me manter magra apesar do ócio. Então, só me resta arrastar my soon-to-be-huge ass para algo que eu não considere in-su-por-tá-vel. Porque têm coisas que eu não faço nem a pau: spinning, ginástica com tun-ts-tun-ts-tun no meu pé d’ouvido e aquele gente louca lá pirando. Nem! Vou tentar a natação, pensando que é o início da minha preparação para ganhar o Pipeline Bodyboarding Masters, categoria vovozinhas…

Ou não. Se eu não for, a culpa é de vocês, que não enviaram energias suficientes!!! 😛

Para o bem de mim mesma e felicidade geral da nação, digo ao povo que FUI PRA NATAÇÃO! Gente, obrigada pelo pensamento positivo! Aula experimental, foi até legal (eu sou “nível 4”, whatever that means!) etc, mas acho que, comigo, a estratégia tem que ser meio AA: um dia de cada vez (existe o PA, Preguiçosos Anônimos?) 😀

Sunday breakfast: pancakes!

janeiro 27, 2009

Sunday breakfast: pancakes!

Originally uploaded by gomezzz

Atendendo a pedidos, a receita das panquecas ‘americanas’:

1 xícara de farinha de trigo
1 colher de sopa de açúcar (eu coloco uma beeem rasinha)
2 colheres de chá de fermento
1/4 de colher de chá de sal
1 ovo
1 xícara de leite (eu coloco mais um pingão, mas vai depender da densidade da massa ao final do processo)
2 colheres de sopa de óleo (eu colo 1 1/2 no máximo)

Simplão: misturar os ingredientes secos, misturar os molhados, colocar de uma vez só estes últimos nos primeiros e mexer apenas até incorporar (não é pra bater, ou a panqueca fica massenta, coisa que também vale pra muffin). É MUITO fácil, rápido e prático (e engordativo!). Essa quantidade de ingredientes acima dá para quatro panquecas desse tamanho aí da foto (o prato ao fundo é de sobremesa, ou seja, elas são um pouco menores do que isso). A massa precisa ficar líquida o suficiente para se espalhar um pouco, quando você colocar uma concha não muito cheia na frigideira. Se ficar seca demais, a massa não escorre o suficiente, mas também não pode ficar líquida demais, ou a panqueca ficará muito fina, o que não é característica da panqueca americana (a qual será regada com o maravilhoso maple syroup até absorvê-lo, nham, nham, nham). Eu uso uma frigideira antiaderente, em fogo baixo (ou médio-baixo, se seu fogão não for a boca de dragão que o meu é). Em pouco tempo, aparecem bolhas na superficie e logo depois, com um lado já dourado, é hora de virar e esperar mais um pouco, só até dourar o outro lado. Aí, vai da prática para a panqueca ficar douradinha por fora e cozinha por dentro (ai meu Deus, escrevendo essa receita, dá vontade de ir ali fazer!!!)

Bom, acho que é isso. Essa receita foi montada a partir de coisas que eu peguei no bom e velho Recipe’s Source, mas, depois de muito tempo tirando farinha e adicionando leite e fermento, voltei ao blog da Cinara e sacramentei as quantidades, então o crédito vai pra ela, que, aliás, tem muita culpa no cartório das minhas gulodices americanas, ho ho ho!

Leitura

janeiro 25, 2009

Renato Mezan, assino embaixo! 

Olha, eu vivo profissionalmente de dizer que games e cinema — formas audiovisuais — são muito importantes. Contudo, quanto mais eu vivo, mais certeza eu tenho da IMPORTÂNCIA DA LEITURA PARA A FORMAÇÃO COGNITIVA DE QUALQUER UM!!!

Vou dizer de outra maneira: se você não ler A PARTIR DA INFÂNCIA, muito dificilmente vai chegar a certos graus de complexidade e abstração. Cabô. (E se é verdade que o presidente chega, há que se levar em conta a particularidade de sua história, em termos de obstinação, inteligência e de bons assessores — exceção que só confirma a regra). Eu sei disso semioticamente e vejo isso na prática o tempo inteiro em sala de aula. Em certos casos, vejo alunos que (segundo minha amostragem e julgamento), pela carência de leitura na infância e adolescência, chegam à idade adulta sem a capacidade de articular uma frase com sujeito, predicado e complemento. Não é apenas que não sabem escrever, é que não sabem, antes disso, articular o pensamento. A partir daí, pensamento crítico, literalmente, nem pensar!

Ah e, bem entendido: eu nunca me considerei uma GRANDE leitora. Quando convivia mais de perto com o Pesqs, me sentia a verdadeira bocó, pois, enquanto eu perdia a concentração entre um parágrafo e outro (coisa que, em parte, ficou provada ser problema de visão), o sujeito estava lááááááááááá na frente, tem muito mais disciplina de leitura do que eu etc. Mas tudo isso pra dizer que o que articulo aqui (e, acho, também o dr. Mezan) não é a defesa de um país de doutores, teóricos e acadêmicos apenas. É a simples compreensão de que TODO MUNDO pode se beneficiar da leitura, individual e coletivamente. 

(Eu ando procurando trabalho voluntário que possa aliar minhas vocações a algo útil. Não adianta conversar com vovozinho doente — eu NÃO sou a pessoa pra isso! Pensei que podia envolver ensinar audiovisual em escola pública ou algo do gênero, mas agora me ocorreu a idéia de que talvez deva envolver [também] essa coisa da leitura… Aceito sugestões, aliás.)

MCT e o orçamento

janeiro 25, 2009

Aqui, dois cientistas explicam o óbvio de por quê é uma imbecilidade (ok, eles não dizem esta palavra) cortar de tal maneira o orçamento para a área de Ciência e Tecnologia. E eu não sei o que me dá mais medo: o corte em si ou o fato de que tenha sido cometido pelo Congresso Nacional e o que isso deixa entrever… Ai, ai…

Artiguinhos

janeiro 23, 2009

Já que o Gui pediu: tem o link para dois artigos aqui no Desdobramentos (meu ainda rastejante blog de apoio às aulas). Work in progress, em muitos sentidos.

Beijotchau.

8mm

janeiro 23, 2009



james

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Duas coisas que eu amo: surf e fotografia.

Mapa do Jogo

janeiro 22, 2009



Mapa do Jogo

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Mais um artiguim chegou em minha porta: “Mapa do Jogo”, Lucia Santaella e Mirna Feitoza, orgs. Agora são quatro e isso só me diz que tem que suar mais, escrever mais, acordar mais cedo (!!!), pesquisar mais…

Vou já colocar ali no meu Lattes-mas-num-mordes 🙂

(PS: notícia hoje na Folha, sobre corte de 18% no orçamento do MCT, o que equivale a 110% do orçamento da Fapesp. Sem comentários. Vou ficar acreditando que alguma solução vai sair, pois me recuso a acreditar que nossos parlamentares sejam de uma qualidade tão rasa de imbecis para não entender que não se reduz dessa maneira o orçamento da pesquisa científica em nenhum país que esteja lutando bravamente para sair da lama…)