Archive for fevereiro \27\UTC 2009

Yoda the Pug

fevereiro 27, 2009



Yoda the Pug

Originally uploaded by gomezzz

Agora me digam se não é a coisa mais gorda e adorável DO PLANETA???

Chuva, suor (e cerveja talvez hoje à noite)

fevereiro 27, 2009



DSC_0280

Originally uploaded by gomezzz

Cara, se eu queria voltar menos bege, a gente vê que não vai rolar: só chove na Fustialeza. Ontem, depois de um início de dia cinza até que o tempo abriu, mas aí eu já estava às voltas com burocracias. Hoje, tava tão, mas tão molhado que também não tive coragem de ir à aula de surf… E a previsão não é das melhores. Sacanagem… 😦

Rádio livre

fevereiro 27, 2009

Matéria sobre a rádio comunitária de Heliópolis, a única – Ú-NI-CA – de São Paulo que está regulamentada. Por coincidência ou não, a matéria sai poucos dias depois do fechamento da Rádio Muda de Barão Geraldo, em Campinas, pelos truculentos da PF e pela Anatel (agência para a qual outra finalidade não se conhece).

Rapaz… as rádios comunitárias são um emblema muito interessante deste Brasil varonil. Que as conheçamos como “rádios piratas” e que a maioria de nós sequer questione tal nomenclatura é um sinal muito claro de nossa alienação (e me incluo obviamente no “nós”). Em boa parte dos casos, seu único crime é não ter uma concessão intermediada por uma linhagem infinita de sanguessugas, como é o caso das emissoras comerciais. Seu grande mérito, na mesma medida, é o passo GIGANTESCO rumo à democratização da comunicação num país centenariamente alienado.

Gente, a gente precisa acordar! Esses problemas também são NOSSOS!!!

Gooorrrdo!

fevereiro 26, 2009



DSC_0294

Originally uploaded by gomezzz

Profundamente entediado (ou refletindo sobre a crise???)

Chuva, chuva e mais chuva

fevereiro 26, 2009

😦

(Mas amanhã, se não parar de chover, vou fazer minha aula de surf do mesmo jeito!!!)

O processo

fevereiro 25, 2009

‘Magina, a gente tá entendendo tudo errado: o Brasil não é burocrático, corrupto e confuso. O Brasil é, na verdade, uma super-complexa obra de vanguarda, materializando cotidianamente, com a nossa dedicada participação, aspectos-chave da pós-modernidade.

Tomemos por exemplo minha nova obra-performance: a partir de hoje, voltarei a assinar alguns documentos com minha assinatura de 1990. É que, hoje, ao pedir a segunda via da minha CNH (furtada ano passado, lembram?), ou eu fazia uma assinatura igualzinha à do RG que tirei com 15 anos ou nada feito. Assim, apesar de estarem lá no banco de dados do Detran/CE minha foto, meus dados e a assinatura que de fato me representam no mundo contemporâneo (e d’eu também ter uma xerox autenticada da referida CNH roubada), tive que forjar minha própria assinatura, desenhando-a bem direitinho, sob anuência e supervisão das otoridade, inclusive com direito a take 2 para melhorar alguns detalhes.

Só agora me ocorre, contudo, que os funcionários são apenas posto avançado dessa performance coletiva que o Brasil leva adiante todo dia para tematizar a pós-modernidade, a modernidade líquida, o capitalismo pós-industrial, a virtualidade ou seja lá como vamos chamar esse estado de diluição que vivemos. E, meu Deus, como trabalham bem nisso!

Abracemos, pois, o pós-moderno: sejamos estelionatários de nós mesmos! Ou, no meu caso, a esquizofrenia, já que meu RG e CNH terão minha assinatura dos 16 anos, mas meu passaporte e carteira de trabalho, a assinatura atual. E antecipemos, ansiosos, o momento em que eu aparecer no JN, presa pela PF por forjar a assinatura do meu doppelgänger, que, a esta altura do campeonato, eu tenho tipo CERTEZA de que está por aí em algum lugar.

(Idéia: finalmente tirar minha carteira da Fenaj com ainda um terceira assinatura!)

Seu Oscar

fevereiro 25, 2009

Pois eu acabei dormindo quase tudo, até porque aqui não tinha tecla SAP e ninguém no mundo merece ouvir aquela tradução simultânea assassinando o que já não é genial na língua original. Acordei meio atordoada com a Kate Winslet emocionada. Aliás, com o volume baixo, mal consegui ouvir os discursos, o que tornou o clichê ainda mais óbvio. Como ouvi dizer que Hugh Jackman dançou e cantou, fui ver a parte interessante no YouTube. Oscar, mesmo, só se for na companhia do Xuxuzinho, ou não tem a menor graça…
Dos filmes, aliás, vi apenas “O leitor”, baixado da internet, com as singelas legendas “propriedade dos Weinstein, não copiar” ironicamente aparecendo sobre a imagem de vez em quando. Alguém obviamente não deu ouvidos…
Fui ver “Milk” ontem só para viver mais um episódio de óoodia desse UCI Iguatemi de Fortaleza. Tendo chegado meia-hora antes da sessão, não conseguimos entrar, por causa das filas, e acabamos (Lady Di e eu) indo ver “Operação Valkiria”, que também me causou quase nenhuma emoção.
Por essas e outras, eu ando baixando mais filmes. Pagar 18 pila fica praquilo que vale a pena.

O sistema

fevereiro 19, 2009

(Sai da frente que eu tô bem de mau humor!)

Sentada no lab de computadores da fiRma, com uma pá de máquinas de última geração, cuja aquisição fez jus ao dinheiro que os alunos gastam e que certamente não é direcionado ao salário de pessoas como eu. Sinto que o Brasil é a terra do “quase”: o mac em que escrevo (estou aqui e não na sala dos profs porque lá não tem mac) tem “tudo”, mas não deixa abrir DVD (que eu preciso ver para terminar de preparar aula), porque a “configuração é padrão”. O sistema “unificado” de chamada/nota está fora do ar porque estão “inscrevendo novos alunos”? (???). O sistema de conteúdo online, no qual todo mundo acessava todas as disciplinas, agora foi fechado, na contramão dos mais banais e óbvios movimentos de redes sociais e de conhecimento. O firewall não deixa acessar o GameSpot (ainda bem que meu curso não é de games. Ei, peraí: é!) e agora proibiu o email do uol (????????). E o estacionamento PAGO está “sem sistema” (detalhe: toda a aparelhagem foi trocada no final/começo do ano!).

E eu, que vou dar ao todo 10 horas de aula hoje, estou pensando SE-RIA-MEN-TE em chegar em sala e dizer: gente, hoje eu não vou falar nada, por que o MEU SISTEMA SAIU DO AR. Cês me liguem depois do Carnaval. Tá?

Update: o Sistema, sabedor de tudo, por vingança resolveu também que existe um conflito nos meus horários de aula e agora tá uma confusão sem fim na fiRMa!…

Madrugada

fevereiro 18, 2009

Graças à <palavrão impronunciável> da minha operadora de celular, a Vivo PUTO, que não resetou o horário do meu celular de volta, eu acordei às 4h30 da manhã. Agora, 5h45, já não adianta voltar a dormir, então aproveito a madrugada para… para quê, mesmo?…

Eu sou um outro (ou o trabalhoso ofício de, er, “ensinar”?)

fevereiro 17, 2009

Olho de mosca

Originally uploaded by gomezzz

Certas aulas são incrivelmente cansativas. Te juro: saio delas como quem apanhou. Fisicamente. Dói garganta, dói cabeça. Dói o corpo inteiro da performance forçosamente contida de atrair e manter a atenção de todos, de construir e manter um fio de pensamento, de interpretar e ignorar cada olhar (“o que eles estão pensando com essas caras?”)
Ter o ofício de fazer sentido é quase uma maldição. Pesar cada palavra, tentar não se repetir, proporcionar conexões, enxergar, escutar. É fadado ao fracasso, quem bom que seja, mas ter a missão de ser um campo de força é responsabilidade demais para uma profissão tão mal paga e eu certamente me cobro demais…
Saio da aula remoendo as narrativas que (não) fiz, corrigindo mentalmente conexões (não) propostas, desdobrando pensamentos que (não) me ocorreram. Saio de certas aulas sem sentir que cumpri uma missão (imprópria) que me impus, precisando deixar passar aquela bolha de tempo-espaço, que merece existir apenas durante e não depois.
Fazer isso seis vezes por semana é de enlouquecer qualquer um…