Archive for maio \31\UTC 2009

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maio 31, 2009



Me (by Loirinho)

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Loirinho in red

maio 31, 2009



Blondie

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Authoring and Exploring Vast Narratives: An Interview with Pat Harrigan and Noah Wardrip-Fruin (Part One)

maio 31, 2009

Authoring and Exploring Vast Narratives: An Interview with Pat Harrigan and Noah Wardrip-Fruin (Part One)

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Eu quero que a NET morra

maio 30, 2009

Há quinze dias a pessoa mudou o pacote de TV da referida operadora, do Pobrinho-Mais-Pobrinho-Que-No-Entanto-Custa-Muito-Caro, para o Pobrinho-Menos-Pobrinho-Com-Telecine-Que-Custa-Só-Um-Pouco-Mais-Caro. E há quinze dias, NADA ACONTECE.

Já foram meia dúzia de ligações, uma dezena de pobres atendentes, and one useless piece of information after the other. Será resolvido “num prazo máximo de quatro dias” — essa me disseram duas vezes: será que eu posso entrar no Procom por causa dessa falsa promessa?

Bom, agora, cá estou, já dando um polido escândalo. Sorte dessas atendentes que não é o sr. dr. Strangelove que está tomando conta do assunto, ou os BERROS estariam ecoando pelo bairro. Mas eu, um ser piedoso, só vou unleash the wrath quando chegar a alguém que possa realmente se responsabilizar — coisa que não vai aconteer, pois não EXISTE ali ninguém que possa se responsabilizar por nada.

Então, eu gostaria de finalizar este lamento agradecento a todos os responsáveis pela privatização das telecomunicações no Brasil, um processo muito bem feito, que nos trouxe a pior e mais cara telefonia do mundo. Valeu, FH! Valeu Serjão! Beijomeliga, bando de filho da putaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!

***

Aí eu peço para falar com um “supervisor” e a pobre coitada que atende é um ser ainda mais inferior à primeira funcionária. A miserável fica repetindo a expressão “no entanto”, como se fosse vírgula, fora de qualquer nexo semântico… O que esperar que alguém assim, né? Aí, a gente faz aquela ameaça vã: se vocês não resolverem isso hoje, vou cancelar minha assinatura. Mesmo que nada, claro, porque o imbecil do consumidor não tem muita opção. Depois, esses filhos da puta querem “combater a pirataria”. Pois eu faço votos de que o mundo se acabe em Net-Gato e que os acionistas dessa empresa e seus descendentes pelas próximas vinte e cinco gerações tenham uma morte lenta e dolorosa e que o Inferno seja um tele-atendimento da Net.

Minha amiga

maio 29, 2009

(Disclaimer: DIAVOLA em modo ON!)

Toda sexta-feira eu ressurjo das cinzas. E, pior, agora meu corpo deu pra “querer” acordar às 8h da madrugada, quando tudo mais em mim precisaria de pelo menos mais duas horas fora do ar para começar a recuperar as energias (lembrando: quinta insana = acordar às 6h e dar 10 aulas, das 8h até às 22h45, com “proveitoso” intervaldo do almoço às 15h30, ilhada no Campus Rural, onde a melhor alternativa é babar no sofá da “sala dos professores”)…

Olhe, olhe… esse assunto da minha amiga ali embaixo tá em tempo de me fazer bater a cabeça na parede (que esse negócio de pensar tá provado que não leva ninguém a nada…)! Porque, quando eu li as lindas respostas da Marie, estava também diante de uns alunos muito, muito… emblematicamente ruins… E lá naquela fiRma, minha gente, a questão nem é “apenas” ganhar mal… É você olhar ao redor e ler em cada ato ou objeto a prova cabal de que está num lugar que muito se orgulha da própria mediocridade… E não vai mudar — a não ser para pior. Ou pelo menos é isso que a gente entrevê, a cada pataquada *diária* ali… (Abençoados sejam os 3% de bons alunos, que me salvam do suicídio!)

***

Mas, enfim, para ser bem sincera, eis o que se passa pela cabeça dessa amiga minha: Fortaleza não me leve a mal, de jeito nenhum, mas ela não quer voltar pra lá. Não quer mesmo. Agora, certamente, de jeito nenhum. Ever, talvez também não. Não é a cidade, em si, que tem coisas muito boas — como praia, amigos, proximidades, sem falar em família. Mas é que a minha amiga não saiu de lá “para estudar fora”. Ela saiu porque não queria morar lá. Nunca quis. Desde a infância — é sério! — sonhava em sair dali. E toda vez em que volta, embora aproveite bastante os supracitados ítens, chegando mesmo a sofrer de saudade deles, percebe sua inadequação à cidade — da mesma forma como, em questão de menos de cinco minutos, sentiu-se *em casa* (“home is where the heart is”) em SP e, por exemplo, em NY.

Pode parecer bobagem, mas minha amiga já cansou de se preocupar com isso (mentira: tanto se preocupa que se explica!). Ela não vive e nunca soube viver “pra dentro”. Ou melhor: ela só consegue viver bem meio “pra dentro”, se o “pra fora” deixar. Ela precisa da efervescência da cidade, das pessoas, dos cafés, das universidades, das livrarias, dos cinemas e dos teatros, mesmo que a própria efervescência da cidade muitas vezes a impeça de ir aos cafés, aos cinemas, aos teatros. Mas não é isso, sabe? Ela sente que, aqui (como em NY), está tudo em movimento sempre. As pessoas não se acomodam com tanta facilidade. Há um tensionamento perene, de que ela precisa, uma “ameaça” vital e constante de esbarrar com o novo. Há risco. E ela não quer, não pode, pelo menos por enquanto, viver sem esse risco.

Ela entende que quem ela é hoje se deve a esses 10 anos fora de Fortaleza. E ela ainda está em plena fase de descobertas (se é que essa “fase” não é a vida inteira!). Ou de construção (ou os dois). Ela ainda precisa muito ter “à mão” seus mentores, porque sua mera existência nela reverbera de forma fundamental. Ela acha que não seria feliz sem ter vivido a experiência desses 10 anos, sem ter conhecido seu Mega Orientador, as Garotas Semio-Poderosas e vários outros “acadêmicos”, cujas vidas se confundem com as obras e que são tão, tão diferentes de tudo aquilo que ela viveu até os 23 anos em Fortaleza. Ela se vê nessas pessoas, ela se descobre nessa turbilhão. Nesse ecossistema caótico, ela constrói uma vida que é pessoal e instransferível — e quando ela pensa em Fortaleza, ela tem a terrível sensação que de quase todos ali vivem uma vida previamente dada (aos fortalesenses: não tomem esta afirmação como insulto: cada um, cada um. Ela apenas admite sua própria limitação em conseguir construir uma vida só sua sem tantos “exemplos”).

Minha amiga, embora saiba que tudo muda, gosta de seus amigos que vivem em SP, porque todos estão também se descobrindo e construíndo uma vida pessoal e intransferível. Mesmo os desterrados: eles não são “apenas” fortalezenses noutro lugar, eles são obrigados a se reinventar a cada dia, o que dá trabalho, mas também dá à vida — às suas próprias e àqueles a seu redor, minha amiga acha — uma qualidade única. Minha amiga ainda precisa disso tudo para construir a si mesmo e teme que, voltando, não saiba mais viver.

Se minha amiga não vivesse sob a ansiedade de achar que concurso público é mais raro que alinhamento astral, estaria convicta em ter paciência. Como o país é este que conhecemos, ela teme lá na frente (em 5, 10, 20 anos) se arrepender de ter optado pelo caminho mais difícil. Por isso pondera e sofre.

Escolhas, escolhas.

Exactly

maio 25, 2009

ogo

Should I stay or should I go

maio 25, 2009

Tem uma amiga minha muito, muito próxima que se doutorou há pouco tempo. Ela trabalha numa fiRma que nem é assim tão ruim, mas dá muitas, muitas aulas e não ganha (ainda?) uma maravilha (mesmo considerando as expectativas da área). Aí, começam a surgir concursos públicos para universidades federais, a começar de um na cidade natal dela. Concurso para professor adjunto, melhor salário em termos abslutos e relativos, trabalho bem mais interessante, montando um curso de audiovisual que ora nasce, na terra de sua família… Só que ela nunca teve lá muita vontade de voltar pra lá de vez, menos ainda agora, quando julga que ainda há tanto por explorar e aprender, tanto no Sul Maravilha, quanto no Resto do Mundo. Pra piorar, voltar implicaria ou uma relação à distância ou a separação de vez…

Essa minha amiga anda me perturbando: “devo fazer o concurso? Devo? Devo? Devo?”

O QUE EU DEVO RESPONDER A ELA. Hein?…

Palm d’Or

maio 25, 2009

Michel Haneke (Das weisse band) levou a Palma de Ouro e Andrea Arnold (Fish Tank), (meio) Prêmio Oficial do Júri. Fico feliz (o primeiro, certamente um dos cineastas mais interessantes do mundo contemporâneo — embora só conheça dele A Professora de Piano e Caché, mas tá bom, né?; a segunda, uma diretora que começou aos 37 anos — me dá esperanças, hahaha — e que tem um filme de que gosto muito, Red Road).

Agora é esperar até outubro, rezar para que tais filmes venham na Mostra, assassinar 30 ou 40 pessoas e conseguir o ingresso 🙂

Enquanto isso, revejo Red Road e A Professora de Piano (Caché eu vi há pouco tempo) e tento conhecer pelo menos Funny Games, a versão original (a US eu não sei…)

Haneke

maio 25, 2009



Retrato

Originally uploaded by Kleber Mendonça Filho

Looking good, afterall.

Perhaps unhappiness

maio 23, 2009