Archive for julho \28\UTC 2009

Fustialeza (um post com sotaque)

julho 28, 2009

Meu povo, entendam: eu num tenho nada contra a Fustialeza, não, eu. De jeito nenhum. É apenas uma relação de amor-e-ódio, que revela muito mais meus próprios conflitos do que propriamente os defeitos da cidade ou de seu povo (que existem, tá? Como todo lugar tem os seus, aqui há alguns bem específicos).

Mas quando eu chego aqui, numa temporada como esta, fico doidinha do juízo, sem saber se quero voltar a morar aqui, se gosto mais da vida em SP, se quero casar ou comprar uma bicicleta. Claro: as temporadas aqui, há dez anos,  se resumem a praia, família, lazer, ver usamigo, ir ao Arlindo e ouvir o povo dizendo pr’eu voltar (a saga do concurso, saibam, continua!) e assim a vida é muito boa.

Quando eu vou pra Praia do Futuro, sobretudo depois da descoberta do nosso puxadinho pé-n’areia, mansh, como é que eu não vou me perguntar se não devia voltar??? Quando eu penso num dia como esses últimos — ir à praia, comer uma queijadinha da dona Balu, ver usamigo no Arlindo, comer o peixe na casa da vovó, passear com o Gordo, conversar com a mamãe… mansh, eu chego a pensar que é doidice da cabeça não voltar!

Mas eu não sei… não sei… O que eu queria mesmo era ser professora visitante, passar uns 4 meses aqui e o resto do ano fora (“só”, né?). Porque eu sei que férias em Fortaleza é uma beleza, que tem aspectos maravilhosos da vida aqui, mas não é tão simples assim. E acho que só morando um certo tempo fora, quando volta, é que a gente enxerga tanta precariedade, tantos hábitos provincianos, tão pouca diversidade cultural, que são as coisas que mais me assustam.

A falta de diversidade, sobretudo, me assusta, mas, repito: essa é uma questão minha, antes de qualquer outra coisa. Não sei se é defeito, mas confesso que invejo meus amigos e colegas que conseguem, num meio tão minguado de referências (e olha que nos últimos dez anos a coisa melhorou uns 500%), produzir coisas culturalmente (muito) relevantes. Não sei como fazem, mas também sei que não é por acaso que grande parte morou fora por um bom tempo (e fica no ar a pergunta: por quanto tempo ainda serão relevantes, sem ter que ir buscar oxigênio fora?).

E sigo me perguntando — e aperreando vocês, porque, no fundo, não sei se deu pra perceber, esta bagaça aqui é pra mim um substituto virtual pro Arlindo, ou seja, uma mesa de bar, com a vantagem de que eu falo mais do que todo mundo, ho ho ho! E com a desvantagem de que não tem usamigo pra abraçar, nem cerveja gelada e feijão verde e muito menos caipirinha de mangueira. Oh, well…

Enquanto eu não decido, vou ficando amiga da Azul, pra poder vir matar a saudade com mais freqüência (eu nunca vou deixar de usar o trema, tá???).

Sei lá, mil coisas.

Help!

julho 16, 2009

Pré-venda nos USA: US$250, para o kit premium com a bateria Ludwig com o logo dos Beatles, o baixo Hofner do Paul, uma Rick N. Baker e uma Grestch. No Brasil você deverá pagar com dinheiro e órgãos vitais (pelos meus cálculos, um rim e um pulmão, no mínimo).

Help, I need somebody to buy it and bring it to meeeeeee!!! Alguém disposto a vir pro Brasil com uma caixa do tamanho de uma mala média???

Ou seja: está aberta a temporada de caça ao muambeiro. É phooooda ser do 5º mundo, carajodeasas!!! (5º mundo = pior dos dois mundos: tudo é caro e burocrático).

sol e ele

julho 13, 2009



sol e ele

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The Big Sleep

julho 13, 2009



The Big Sleep

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Férias. Sort of.

Lattes mas não mordes, a vingança

julho 8, 2009

Eis que, depois que o Lattes do Galvão Bueno circulou por toda a blogosfera (valeu, Fabrício!!!), facebookosfera, orkutosfera e outras esferas virtuais, o CNPq teve que se manifestar, né, minha gente??? 

Bueno (captou? captou?), eu não sei se tem solução. Já falei e repito: a plataforma Lattes é uma ferramenta de primeiro mundo utilizada no quinto mundo, não tinha como dar certo. Mais ainda: é uma ferramenta da “modernidade líquida”, da era das redes sociais, utilizada para fins muito mais “sólidos”. Se você não pode acreditar em tudo o que lê no facebook da criatura, não pode acreditar em tudo o que vê em seu Lattes. Simples assim.

Daí até ter que comprovar cada vírgula ali, para qualquer coisa, são outros 500. Até porque, se o Galvão Bueno quiser, ele consegue os “diplomas” da CALTech e do MIT hoje mesmo (da mesma maneira como a Folha conseguiu a “ficha” da Dilma, falsificando). Então, não resolve. Eu acho que o Silvio Meira diria pra gente usar a nova inteligência das redes sociais: cruzar informações, refazer a ecologia à qual o sujeito diz pertencer. Formado pelo MIT? Liga pro MIT e pergunta se teve um tal de Galvão Bueno por lá, ué?

E, claro, valeria implementar um conceito republicano meio novo no Brasil: punição exemplar. Informações discrepantes com a realidade? Expurgo, suspensão, demissão, multa. Mas aí eu acho que é querer demais…

Argumentos

julho 7, 2009

Quando eu falo na capacidade de discurtir idéias sem xingar a mãe dos outros, eu falo disto aqui. E quando eu falo do oposto, um excelente exemplo é o sujeito que comete o texto ao qual o professor responde. E eu, que não tinha muita certeza das tais das cotas, fiquei um pezinho mais a favor, dada a serenidade e pertinência da explicação desse senhor, que faz jus a seus títulos.

Boooobéui môfeins!!!

julho 2, 2009

Boooobéui môfeins!!!

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A idéia de utilizar farinha integral não foi tão boa neste caso — os muffins ficaram um pouco menos molhadinhos, mas, ainda assim, d-licious! Da próxima vez, vou tentar a receita da Cucinetta, só pra variar (uso a receita da Cinara, que é maravilhosa) — ou pelo menos jogar esse açuquinha em cima (nham nham), que é mais fácil do que fazer os crubles, que sobram e ficam entulhando (uma casa só com duas pessoas não come tantos doces assim).
O dia culinário também envolveu o teste desta receita de salsa tex-mex aqui. Ficou boa, mas merece improvements: o uso do liquidificador fez jus ao nome e a salsa ficou beeem menos chuncky do que merecia. Acho que vou ter que usar um processador ou mixer de mão (coisas que não possuo). Da próxima vez, vou usar tomates pelados de lada e lembrar de retirar as sementes dos jalapeños, pra gente comer sem lágrimas (ficou hooooot!). Seria lindo também achar umas cebolas orgânicas — o que há com as cebolas hoje em dia? Tão azedas! (Transgênicas???)

A origem das espécies

julho 2, 2009

Interessante matéria sobre uma nova erva daninha ultra-resistente — porque fruto de mutação a partir de transgênicos criados pela Monsanto (aquela empresa meiga de agrotóxicos — oops, implementos agrícolas — e quetais) — e que está ameaçando hectares e hectares de soja nos EUA. Por essa e outras os verdes são terminantemente contra os transgênicos (e eu parei de comprar uma série de produtors que o Greenpeace me informou serem feitos com tais grãos).

(Um dia após a manifestação enlouquecida de alienação — aka: horas madrugada a dentro de berros, buzinas e fogos pela importantíssima Copa do Brasil* — eu me convenço apenas mais e mais que o único caminho para o BEM é conhecer mais, pensar mais, fazer mais, amar mais. Porque ser ignorante é muito confortável.)

* E que fique bem claro aos afeitos a clichês: não, meu filho, eu não sou aquela pessoa que não se diverte; eu só me surpreendo com a disponibilidade de alguns seres humanos (?) de gritar horas a fio na sacada de um apartamento de uns R$500 mil por um time de futebol (diante da incapacidade de conhecer um único fato realmente sobre o próprio país, por exemplo). Não canso de me surpreender com a ignorância de nossa classe média (maior e pior, em termos relativos e absolutos, do que a de nossas classes baixas, porque pelo menos esses têm boa desculpa…)