Archive for agosto \28\UTC 2009

Kubrik não morreu

agosto 28, 2009



Kubrik não morreu

Originally uploaded by gomezzz

Quase não vi nada em Goiânia, mas já gostei.

A louca — uma enquete

agosto 27, 2009

Levanta a mãozinha, por favor, a mulher-leitora que já foi chamada de “louca” por um homem, qualquer que seja sua relação com ele? Alguém nunca foi chamada de louca? (São perguntas sinceras e não perguntas retóricas).

(É que, por uma série de motivos, pessoais e de observação, tenho a impressão de que “louca” é o nominho meigo favorito para taxar uma mulher que apresente qualquer comportamento aguerrido, em qualquer circunstância. Nunca ouvi, por exemplo, um cara *xingar* outro de “louco” numa discussão. Já ouvi dizer muita coisa, mas, por algum motivo, só mulheres são loucas… Ou não? Opiniões?)

Deserto do Real

agosto 22, 2009

(E eu que achava que a crise havia sacramentado o entendimento de que não, o mercando NÃO se auto-regula… Tsc, tsc, tsc, tolinha.)

Deve haver uma maneira de sobreviver, sem perder nem a sanidade, nem um pedaço do estômago, à vida em meio aos cabeça-de-powerpoint… Sugestões? (Só não vale “adotar a carreira publicitária” ou “emigrar”; a propósito, “fazer pós-doc fora” é uma que já tive, e que, obviamente, já estava planejada, mas que estou adiantando a toque de caixa. Se possível, com uma bolsa de fora, que é pra não ter o compromisso de voltar. )

Mas é sério: aceito sugestões de como sobreviver em meio aos cabeça-de-power point, sem nem perder a sanidade, nem ganhar um buraco no estômago (e, se possível, sem voltar a recorrer a drogas controladas). Como é que se vive em meio à mediocridade assumida, sem se contaminar por ela?

Bom, hoje, pra tentar deixar o assunto de lado, além de continuar jogando meu Wii recém-tirado da caixa, vou ver “Arraste-em pro Inferno”, entre um espirro e outro (porque peguei a gripe da fiRma! Não, não, é só alergia, reação clássica do corpo a uma mente arrasada).

Solidariedade

agosto 21, 2009

Agora, o é legal, legal, legal MESMO é você estar uma pilha de nervos e a pessoa que está ao seu lado demonstrar carinho, compreensão, solidariedade. Isso é muito legal.

Rosa e Benjamin*

agosto 20, 2009

Ouvindo “Você Você”, de Guinga e Chico Buarque, à voz de Mônica Salmaso, olhei pela janela do Rocinante e vi: numa daquelas belas casas modernas de Perdizes, um dos últimos focos de resistência à decadência urbanística, um casal de velhinhos que me levou às lágrimas. Ele, um senhorzinho de pelo menos uns 80 anos, possivelmente mais, pequenino, de bigode branco e boné, sai de sua garagem moderna, embaixo da casa e sobe ofegante, lentamente e com muito esforço a rampa que levava ao jardim simples, porém mantido com esmero. Na porta da casa — que, bem moderna, mesmo hoje, não tem muro ou cerca — o espera a esposa. Ao ver seu marido chegar ao nível do jardim, desce para ajudá-lo a subir os primeiros degraus. Ele havia andado até o lado mais baixinho da escada, uns poucos centímetros a menos para o esforço deliberado e atento de suas perninhas. Ela o segura pela mão. Um degrau. Outro degrau. E um beijo. Seguem lentamente até a porta. O sinal abriu e eu fui embora sem vê-los entrar, ouvindo Mônica Salmaso tornar ainda mais bela a canção: Que roupa você veste, que anéis? Por quem você se troca? Que bicho feroz são seus cabelos, que à noite você solta?…

Ainda existe beleza em São Paulo.

* Rosa e Benjamin é o título do curta-metragem de um casal de amigos muito queridos, embora nem sempre muito próximos. Estréia no Festival de Curtas de São Paulo amanhã, às 20h, no MIS. E o Festival de Curtas é onde eu pretendo me enfurnar este fim-de-semana, para me desintoxicar da mediocridade dos “cabeça-de-powerpoint”** (muito mais pelo encontro com amigos do que pelos filmes, diga-se, que deverão ser pescados cirurgicamente). Isso e uma cerveja com o Peter War, que amarelou de ir ontem ao Berlin, hahaha!

** Os “cabeça-de-powerpoint” é minha nova terminologia, inspirada na do Luís Nassif, os “cabeça-de-planilha”, em carinhosa homenagem aos burocratas da firma, que, de tão medíocres, não chegam sequer a ter planilhas na cabeça, ficam apenas com os powerpoints. Mas eu vou deixar esse assunto de lado e iniciar meu processo de desintoxicação.

Factóides (ou: como se constrói um país burro)

agosto 20, 2009

O caso Lina: mentiras insinceras. Do blog do Nassif. E eu não estou provando tese nenhuma, só fazendo circularem outras informações. Porque um mundo melhor, necessariamente, pensa.

Complemento:

Pelo padrão do que tem sido a disputa política nos últimos sete anos, desde a posse de Lula, presume-se que, daqui até as eleições do ano que vem, as tapiocas se repetirão, numa mesma técnica: denuncia-se, o fato denunciado é alimentado por pequenos detalhes enquanto for possível, convoca-se comissões e acareações e o clima chega (pelo menos institucionalmente) ao limite da tensão. Enquanto é possível, cria-se uma moral própria para o momento: a tapioca é imoral; convocar reunião é imoral. A repetição é fundamental na criação de um clima onde se atribui moralidade própria a um fato menor. E cada detalhe é prova da justeza do novo julgamento moral. A criação de “ondas” de comoção política atinge de imediato uma parcela da opinião pública que já é identificada ideologicamente com esses setores. São mais sensíveis a construções de caráter moral as classes médias. Nesse segmento social, as construções da oposição certamente criaram clichês próprios: a “tapioca”, o “mensalão” como característica exclusiva do PT etc. A estratégia de criar comoção política apenas é vitoriosa eleitoralmente, todavia, se consegue se expandir para além dos seus próprios votos, subtraindo eleitores do outro lado (Maria Inês Nassif, “Um mundo cheio de Linas e tapiocas”, Valor, 20/08/2009, via blog do Nassif).

Após-calipso

agosto 19, 2009

(Gilberto Gil nem imaginava quão apropriada viria a ser sua proposta em Chuck Berry Fields… O Após-calipso está próximo! Eu vou virar a versão contemporânea daqueles doidinhos que ficavam anunciando isso na praça pública — já que a coisa mais parecida que nós brasileiros temos hoje com a praça é a blogosfera e o Facebook…)

Olhem… eu não sei. Não sei mais o que pensar e muito menos o que dizer. Este começo de s e m e s t r e jogou nas nuvens o meu Índice Prático de Insatisfação, que é a quantidade de vezes por mês (semana, dia ou, neste caso, HORA) em que considero virar publicitária*. Porque, realmente: pra trabalhar muito e servir à obnubilação das massas, vamo pelo menos ganhar o suficiente pra freqüentar o Spot, né? Eu não tenho a meeeenoooorrrrr vocação pra Messias. Aliás, nem cristã eu sou mais!

O problema é que eu, tadinha de mim, *gosto* da universidade. Eu entrei nela porque descobri uma inata e incontestável vocação para a pesquisa, mas, depois que entrei (na pós), sem querer, descobri não apenas que *gosto de ensinar*, como, vejam que bobagem da minha parte, descobri que *acredito na educação como forma de emancipação* e que *quero fazer isso da minha vida*. Não acho que país nenhum possa se dar o luxo de perder alguém como eu nessa função, menos ainda este aqui. Ou seja: na hora em que eu decidir emigrar ou virar publicitária, pior pro país. Digo mais: com os canais certos e moooito, qualquer país de 1º mundo haveria de me querer como membro da Academia.

Então meu desespero vem daí: das vezes em que não dá pra enxergar um palmo de esperança numa vida abraçando a tal da carreira acadêmica, composta de pesquisa, ensino e extensão, com qualidade, como arma de emancipação, de aumento de justiça social, de um país melhor. E foi essa a mensagem lá da f i R ma, pelo enésimo termo consecutivo: aqui, nós quer dinheirim. E só. 

Aí, resta mesmo apenas a idéia da emigração. Maluco é que, depois de ter morado fora duas vezes e AMADO DE PAIXÃO a experiência, eu entendi que não quero ser uma emigrante (ou imigrante, depende do ponto de vista). Primeiro: porque, depois de adulta, me tornei uma bobona afetuosa, que já morre de saudade da família e suspeita que não há satisfação profissional no mundo que justifique perder mais tempo ainda tempo longe deles. Segundo: chamem-me de mentirosa e/ou idiota, mas eu queria ajudar esta bosta deste país do caralho. Pronto, falei.

Daí, meus caros, meu sofrimento. Não é mais uma medida imbecil. É essa mania de semioticista de enxergar a semiose infinita: um signo puxa o outro. É, em outras palavras, o que todas essas medidas imbecis indicam sobre o país que construímos — e, por conseqüência, nosso (não-)lugar nele. Estou ficando muito, muito, muito cansada e não sei mais o que fazer. Não vejo luz no fim do túnel (que não inclua mudar para a Fustialeza, o que, pessoalmente, como já amplamente explicado, por enquanto não é opção).

Uma coisa eu digo: eu nunca, mas nunca na vida mesmo imaginei que iria sofrer tanto por minha opção pelo saber. Porque o fato é que meu saber é apenas o que um cidadão razoavelmente educado tinha há poucas décadas. Não sou *eu* que sou erudita ou educada demais: é meu entorno que se torna cada vez mais ignorante a baciada.

E aí, de fato: num país que faz essa opção, pode ser PT, PSDB, PMSB. Não há salvação.

Minha única ressalva: talvez eu esteja enxergando um quadro limitado. O cenário do ensino su pe ri or pri va do no Brasil, hoje, é uma das heranças mais nefastas do governo efe agá. Aquele gentil senhor Paulo criou essa putaria generalizada: pode-se oferecer qualquer coisa, quem comprar, comprou. “O mercado se auto-regula” (fantástico que isso ainda seja repetido por alguns como mantra, mesmo depois do hecatombe do ano passado…) Pois bem: nos 8 anos de governo do nordestino feio e cafona, as universidades federais foram tiradas do buraco e um monte de gente que não teria acesso à educação superior — mesmo que seja essa ruim que oferecemos — o fez via ProUni. Quem sabe isso repercute num mundo melhor, se a coisa se mantiver em curso.

Resta saber se eu vou estar no país pra descobrir. 

 

* Nada contra a opção pela profissão, pois todos queremos ganhar o suficiente para uma vida digna. Eu é que sou cabeça-dura demais, com essa viadagem de emancipação, mudar o mundo…

Abandonai toda esperança, vós que entrais

agosto 19, 2009

É o que devia estar escrito na porta de um certo estabelecimento de, er, “ensino”, no qual trabalha uma certa amiga minha… Tadinha… quando ela pensou que o estabelecimento havia cruzado todos os limites do bom senso, do respeito com seus professores, da inteligência mesmo, teve um “boas vindas” daqueles, hoje, no seu primeiro dia de, er, “aula”, de fazer pensar que realmente tá na hora de mudar de carreira…

O triste é que essa minha amiga havia encontrado um colega, em julho, que lhe chorou as pitangas de quão mais idiota era o sistema de ponto (ponto, meu Deus, ponto! professores doutores assinando ponto com 15 minutos de “tolerância”!!! é o final dos tempoooooosssssssss!!!) do estabelecimento no qual ele trabalhava, e ela ficou aliviada, pensando, “poxa, pelo menos nosso estabelecimento não é *tão* ruim assim!…” Ora, ora, ora… ledo engano: é, sim! Acabou de instituir o ponto (ponto!!! poooooonnnnntooooooo!!! professores doutores saindo correndo das salas para assinar ponto de saídaaaaaaaaaaa!!! pooooonnnntoooooo!!!! meu Deus!!!!) de entrada e saída!!! 15 minutos de tolerância antes e 15 depois. De ca-da au-la. Dá aula, corre, assina o ponto, corre, dá aula, assina o ponto, corre, dá aula, assina o ponto…

Minha amiga já visualiza o fim do ano, logo após o fim das aulas propriamente ditas: professores doutores sentadinhos na sala dos professorzinhos, esperando para assinar entrada da aula 1, saída da aula 1; entrada da aula 2, saída da aula 2. Entre uma coisa e outra… nada, claro. Não fazem nada. Afinal, poxa, todo mundo trabalha 40h semanais, bate cartão e é feliz assim… Por que reclamam tanto esse bando de folgados, não é, minha gente???

Só porque um professor doutor estudou, por baixo, 6 anos de sua vida para estar ali formando novos profissionais, só porque o professor ganha (MAL) por uma hora de aula, mas trabalha outras tantas, sem ganhar por isso, preparando aula e corrigindo trabalho, não quer dizer que professores sejam diferentes, né? Só porque a minha amiga conhece grande parte dos seus alunos pelo nome, porque ela nunca nega auxílio a um aluno, porque ela renova suas aulas a cada semestre, porque ela dá 17h por semana em sala de aula, orienta 8 alunos, coordena uma pós, tudo isso com algum grau satisfatório de competência… ora, isso não quer dizer que ela mereça ser tratada com *respeito*, não é, minha gente?

Porque, afinal, essa medida (entre tantas outras burocráticas & burras) foi amplamente discutida com o corpo docente desse estabelecimento. Inclusive, eles mandaram e-mail para todos os professores, explicando detalhadamente o motivo de tal medida simpática. Foram, como sempre, extremamente gentis, respeitosos. Os professores não ficaram sabendo da medida no primeiro dia de aula por secretárias (coitadas, que não têm culpa, mas quase apanharam de alguns mais exaltados!). Não, ‘magina! Isso jamais aconteceria num lugar tão respeitador…

***

Olhem… eu num sei, não. Se no 1º dia de aula a vida da minha amiga foi assim, o que ela pode esperar do resto do semestre? Se 3 professores pediram demissão no semestre passado e alguns ameaçaram pedir as contas ontem e hoje? Se um monte de alunos trancou a matrícula, por decepção com a instituição? Se a instituição baixou, como sempre, de forma autoritária, sem discutir com conselho do curso ou nada, uma turma de 60 alunos e quer implantar, a fóceps um curso noturno de tecnólogo, a despeito de qualquer falta de qualidade que a carga horária venha impor?

Não sei… minha amiga precisa criar coragem e SAIR DO PAÍS. Infelizmente, parece ser o único caminho para continuar seguindo sua inegável vocação de pesquisadora, professora e mais ou menos intelectual e nem morrer de fome, nem de raiva.

Ela e eu repetimos: A PANDEMIA DESTE PAÍS É BURRICE. Tem tamiflu pra isso?????????

Pedro: me arranja um emprego de publicitária? Se é pra ter raiva, pelo menos que ganhe milhózim…

2010

agosto 16, 2009

Um ano antes que o previsto (com a divulgação de uma pesquisa favorável ao PSDB nos jornais de hoje), dá sinais de ter realmente começado a campanha eleitoral para a presidência da república em 2010. Isto abre uma temporada complicada neste blog (porque em minha vida) e como levá-la adiante sem enfartar, sem brigar demais, sem perder amigos é algo que ainda não descobri (e talvez não seja possível….)

É que tem uma coisa que não poderei deixar de fazer: campanha contra o PSDB. Pró-PT talvez nem faça. Mas contra o partido por que tenho há muitos anos ogeriza ideológica (ética, moral, estética…) eu não conseguirei ficar calada. Em respeito ao Bem e à Verdade, meu compromisso (comigo mesma), contudo, é o de tentar apenas fazer circular outro tipo de informação. Porque eu ando diagnosticando que a pandemia brasileira chama-se mesmo é IGNORÂNCIA.

***

Duas matérias da mídia independente me chamaram atenção na minha leitura de domingo: “COMO SERRA EVITOU QUEBRA DE SIGILO BANCÁRIO E FISCAL”, coluna de Walter Maierovitch na Carta Capital, publicada pelo site do Azenha, e “SERRA, O DESESPERO EM CAMPANHA”, texto do próprio Azenha sobre a estratégia midiática pró-Serra.

O interessante dessas duas matérias é: mesmo se a gente não “for PT”, elas continuam pertinentes. A coluna de Maierovitch divulga o que parece ser realmente um fato, aliás, muito esclarecedor sobre José Serra. Um tipo de fato que é escondido do senso comum a ferro e fogo e, por isso, faz com que o PSDB tenha essa imagem de partido “sério”, “honesto” e “técnico” entre os paulistas. Que faz com que pessoas esclarecidas, mas paulistanas, quando confrontadas com o pertencimento de Tasso Jereissati  ao partido, digam que ele é exceção (ora, um nordestino!!!), porque, afinal, o partido, mesmo, é feito por homens sérios e competentes, como Serra, Alckmin e FH. Um fato como o descrito pela coluna de Maierovitch não vem a tona, muito menos circula na capa da Veja. Mas eu hei de lembrá-lo em detalhes da próxima vez que alguém falar do Pallocci… (Vejam, não é o caso — absolutamente não é!!! — o de defender o PT acima de qualquer coisa. É que a estratégia do PSDB, desde 2003, vem sendo a de colar no PT a pexa de “corruptos” (além de incompetentes e levianos), o que, para quem vem justamente do nordeste PSDBista, é uma piada de mau gosto!!! Mas convencer o público local de que esses meninos bons não são assim tão purinhos… ai, ai.)

A outra matéria fala daquilo que mesmo PSDBistas sérios terão que aceitar, sob pena de vestirem uma carapuça muito estranha: a estratégia de “rodízio de denúncias” sempre contra o governo (e, portanto, pró-Serra), empreendida pela grande mídia, na qual um grande veículo planta uma acusação (no mais das vezes completamente sem pé, nem cabeça) e outros grandes repercutem, até (palavras minhas) uma outra realidade ser implantada no imaginário da população.

Foi assim com o mensalão: nunca antes na história deste país uma porra duma “notícia” foi chamada de 1ª página de um jornal todo santo dia por mais de um ano!!! Tudo ganhava a retranca de “Escândalo do Mensalão”, mesmo que, notoriamente, não tivesse NADA a ver. O primo do cunhado do caseiro do Pallocci foi pego apostando no bicho? Escândalo do Mensalão! O vizinho de infância do presidente em Garanhuns foi flagrado fumando maconha? Escândalo do Mensalão! O Ronaldinho apanhou do travesti??? ESCÂNDALO DO MENSALÃO!!! Um belo dia, contudo, ficou bem claro que o tal “escândalo do mensalão” não rendia mais, porque: 1) não se acharam provas de um único deputado subornado e 2) o tal valerioduto financiou n campanhas, sobretudo uma boa meia-dúzia do sagrado PSDB. E a retranca mais amada pelo jornalzinho do seu Otávio sumiu magicamente.

Como temos todos um pobrema de memória, não custa relembrar o recentíssimo caso da ficha da dona Dilma. Tenho orgulho de dizer que este blog esperneou contra isso em tempo real, tá, meu bem? Porque, mais uma vez (direi quantas for necessário): a questão não é defender o PT ou mesmo sequer acusar o partido P, S, D ou B. A questão é tentar construir uma porra dum país um pouquinho mais cidadão para que, quem sabe, meus tataranetos possam viver melhor. E essa ética da MENTIRA que o sério partido PSDB empreende desde sempre, valendo-se de um país de ignorantes, repetidores de orelha de livros lidos por outros, afunda a gente na lama cada vez mais.

Ah, dirão: e o Sarney (bola da vez para colar no presidente+PT a pexa de “corruptos”). E eu respondo: lavem a carinha com um pouco de óleo de peroba, por favor? Quer dizer que foi o PT (sozinho) que colocou o Sarney lá? Que só agora todo mundo (inclusive o bonzinho PSDB) descobriu que o Sarney é um dos piores ladrões da história do Brasil??? Ah, sim, porque a “oposição” quer tirar o Sarney dali em nome do bem e da ordem, né? Ok, minha frase favorita: aproveita que vocês tão sonhando e peçam um poney. Ou me passem uma bandinha desse ácido que eu também quero delirar.

Sim, eu também sou a favor do “fora Sarney”. O que eu não faço é embarcar em factóides com sabor “Cansei!”, ou seja lá qual foi aquele, er, “movimento” cretino em prol da moralidade e da cidadania, começado por pessoas tão politicamente esclarescidas como Ivete Sangalo, Hebe Camargo, e outras socialites. O que eu não consigo é delirar que, de repente, a classe média acordou para a vida e vai pegar panelas e sair às ruas por motivos reais (vitória do Brasil na Copa nãããããão contaaaaaaaa!!!). Cês me chamam quando for um movimento político legítimo, ok? E me desculpem se a porra do governo se segura no filho da puta da vez, porque a briga é suja, muito mais suja quando se joga o jogo da “oposição”.

Eu tenho n motivos para pensar em mudar de país se o PSDB voltar ao poder federal (é sério: eu emigro no dia seguinte). Sendo bem egoísta: mais de uma década de valor das bolsas de pesquisa congeladas durante a era FH, quatro aumentos na era Lula; Federais morrendo à míngua na era FH, novas universidades, concursos, aumento de salários na era Lula; ProUni; Minha Casa, Minha Vida (tecnicamente, eu quase posso participar do progama — eu não tenho casa, eu não ganhei casa do papai, eu não tenho salário para financiar um apartamento micro de 300 mil reais!); minha ex-faxineira comprando casa pelo programa (em Minas, porque o Serra barra o programa aqui em SP!)…

Pronto, falei. É muito fácil varrer o assunto pra debaixo do tapete. Eu não consigo fazê-lo, sorry. É maior que eu.

Gugueeeeeeetch!

agosto 11, 2009



Guga 3.5

Originally uploaded by gomezzz

No aniversário do elemento, na Fustia. 16 anos de cunhecimento (nunca bíblico, que fique bem claro!), desde as carteiras do Colégio Batista, passando pelas parede amarela da Comunicação Social e chegando à Farra na Casa Alêa, incluindo muitas e muitas aventuras, gargalhadas, lágrimas, confidências, pastel na calçada, cachorro-quente na madrugada, cerrêja… Nos meus 35, contrato o Dee Jay pra vir fazer a Farra na Cidade Alêa novamente.