Archive for the ‘1/2 mulher 1/2 tese’ Category

Dr. Strangelove, PhD

novembro 4, 2008

Alegorias e adereços: dez, nota dez!!! 🙂

Agradeço o apoio presencial e virtual de todos. Foi lindio!!! Nem nos meus melhores devaneios o negócio foi tão bem. Amanhã eu conto mais.

Briga’duuuuuuuuu!!!

Dia D (de Defesa)

novembro 3, 2008

É hoje! Frio na barriga e uma vontade alucinada de que passe rápido. Ainda bem que ainda sobraram algumas das minhas gotinhas homeopáticas (mas nenhuma fluoxetina!!!)

Aceito pensamentos positivos e mandingas em geral entre as 14h e 18h. And may the force be with me!!!

3000m com obstáculos

agosto 18, 2008

Olhe… peço à galera que duplique a quantidade de velas, rezas, macumbas (a favor, plis), que o negócio aqui tá brabo… Estou aguardando notícias do Mega Orientador sobre como proceder. Vai ser uma daquelas provas olímpicas longas e tortuosas decididas nos últimos metros… Eu espero apenas ser aquela jamaicana que ganhou a prata nas últimas três passadas (porque o ouro a gente vê que eu já perdi faz tempo).

É sério, não é lamento, não. Escrevo, nos últimos dois meses, no ritmo que precisaria ter escrito nos últimos cinco. Por que isso não aconteceu, não sei ao certo. As respostas “preguiça, indisciplina e procrastinação” não valem, tá? São todas verdadeiras, mas não dão conta do recado sozinhas. Acho que realmente foi… o tempo que tinha que ser, para o que eu me propus escrever. Daí, obviamente, surge a questão: então tinha que ter se proposto menos, não? Oh, well…

Sinto que, se é que vou conseguir terminar, vou fazê-lo sem conseguir chegar ao ponto que gostaria. Melhor dizendo: vou fazê-lo sem chegar NEM PERTO do ponto de que gostaria. O insight está aqui na minha cabeça desde o começo, mas, para amadurecê-lo, demorou. Foram necessárias leituras demais, uma verdadeira caça à bibliografia perdida, no mínimo 70% artigos de periódicos internacionais. Possivelmente mais. Um trabalho lento. Um trabalho que não dá pra apressar. O pensamento toma o tempo que precisa tomar — e quando se depara com alguém procrastinador como eu…

Oh, well, não adianta chorar sobre a tese derramada. Na verdade, a única coisa que me preocupa agora é não conseguir entregar algo aceitável. Já estou aqui pensando em pedir ajuda aos universitários para não dar aula esta semana (porque não dá para dar aula quarta e quinta, reunião e orientação segunda, palestra na terça e ainda ter energia e clareza mental para escrever sobre o conceito de empatia e sua importância na narrativa e na criação de intenções para personagens de software, certo???) 

Enfim, sei lá… Sei lá… Rezem por mim, porque eu REALMENTE não sei se vai dar…

I miss Gordinho…

junho 2, 2008

Tésica

maio 20, 2008

Hoje, sinceramente, eu me pergunto se foi uma manobra acertada emendar mestrado e doutorado. Ok, supondo que um dia eu termine a tese, será maravilhoso. De resto… culpo a rotina de trabalho pelo atual desencanto com o objeto. Isso eu nunca vivi. Nunca fui menos do que apaixonada pelo que estava escrevendo, nunca tive que racional e friamente me obrigar a um próximo passo só pro texto andar. Não sei o que está acontecendo e não sei como resolver. Quer dizer, não tem o que resolver: tem que escrever e ponto (ponto, parágrafo, porque ainda faltam algumas muitas páginas).

Nas aulas, ao contrário, descubro pique para falar de assuntos quem nem me interessam tanto mais. Como Eisenstein, por exemplo. Não sei se é a convivência com os colegas do Audiovisual, com os cinéticos, só sei que, neste momento, ando pouco apaixonada pelo videogame e cada vez mais in love com o cinema. Só pode ser doença.

Mas, enfim, desabafo apenas. O trabalho segue, porque eu já entendi há muito tempo que, a esta altura do campeonato, “o ótimo é inimigo do bom”. Ou, como diria um tal produtor de Hollywood: “I don’t want it good, I want if for Tuesday!” 

Quem puder me iluminar, nem que seja com um candeeiro bem piquininim, eu aceito, viu?

 

Basta!

maio 9, 2008

Ó, cês vão me desculpar, mas às 17h desta sexta, eu jogo a toalha — por enquanto. Se eu ler mais uma única linha desta tese, se eu tentar extrair mais um único pensamento desta pobre cabecinha… EU VOU DAR UMA PILORA!!!

Enough!

Leão da Montanha

abril 8, 2008

Hoje, levei bronca do Tinhorão: “Dona Strangelove, a senhora se concentre nessa tese e pare de inventar história…” Segundo ele, eu ando buscando mil desculpas para fugir da tese. Ele tem razão — e todos os que gostam de mim têm falado a mesma coisa. I’m trying, people, I’m trying. Bom, se serve de consolo, eu já neguei mais um convite para participar lá do tal curta, desta vez para a montagem…

Aliás, uma coisa muito boa tem sido perceber o sincero cuidado de todos ao meu redor — amigos, colegas, alunos — acerca da via crucis da tese. Isso dá uma pusta força, cês nem sabem!…

(…)

Acho que o fato d’eu ter dado um basta das novas leituras é um bom sinal. Hoje mais tarde, se eu ainda tiver energia, ou amanhã, juro que volto ao capítulo, depois de um hiato de alguns dias para absorver a nova bibliografia, o que foi super importante. Sinto um insight se materializando e vou atrás de transformá-lo em escrita na porrada, que é como se faz. Mas confesso um cansaço mental praticamente crônico, que não sei se é justificado, se é simplesmente herança genética, frescura ou falta de vitamina. Ou all of the above. Só sei que existe…  Alguém tem um bom clínico geral em SP para me recomendar? Eu sei que eu deveria fazer mesmo era acumpultura, mas, sabem… eu morro de medo de agulha!!!

(…)

A parte ótima de ter ido ao set de filmagem foi ter confirmado o desejo de voltar a filmar. Eu sempre saboto meus projetos, quem sabe agora, me cercando de pessoas reais, de carne-e-osso, acostumadas a fazer cinema e não apenas a problematizá-lo eu desencalho de vez. E por “agora” eu quero dizer depois da tese.

 

Desprorrogação – 2º tempo

março 18, 2008

Passado o susto em si, posso pensar com um pouco mais de tranqüilidade… Ainda não decidi exatamente o que fazer, a não ser que vou tentar produzir nestes próximos dias, para ter a real dimensão das coisas, se dá ou não dá pra terminar, revisar e encadernar até dia 31 de março. Se achar que dá, sento o pau e termino essa saga agora, viro a porcaria dessa página e descubro se há vida após a tese. Se achar que não, well… me restará a pobreza de raspar a conta e fazer essa nobre doação à Igreja Católica, essa instituição tão pobre.

De todo modo, nada como a Vida Real para nos lembrar que este é um probleminha, uma bobagem e que não adianta gastar sinapses e energia vital com isso. Então pronto, vivamos de acordo com nossas palavras: inspira…. expira… inspira… expira… ooooooohmmmmmmm…

Vou pensar assim: quando eu escrever meu próximo artigo com coisas que não estão na tese, não vou precisar agradecer nem à PUC, nem ao CNPq. Se bem que eu vou, sim, agradecer ao CNPq, porque eles foram ótemos comigo. Quem phodeu tudo foi a porra da PUC.

Opa, calma: oooooohmmmmmmm…

Desprorrogação

março 17, 2008

Tô dizendo que é jogo do Flamengo, e daqueles piores…

Aos 40 do segundo tempo, a porcaria do departamento me diz que, claro, sem problemas, me concede a prorrogação. Nem foi preciso ir chorar, espernear, argumentar, levar atestados disto, daquilo ou daquilo outro. Era muito simples: como yo tengo una beca, para eles, o prejuízo d’eu não entregar é pior do que ao me concederem uma prorrogação. Dois palitos, depois de tanto descabelar-se e tchuns…

Mas eis que eu e o Rubro Negro da Gávea vinhemos ao mundo para provar que, em assuntos prosaicos, a Lei de Murphy é infalível… Lá vou eu, resignada, sacramentar minha prorrogação, sabendo que minha bolsa, que a rigor iria até Maio, seria cortada e eu teria que pagar aquele troquinho de pão para a PUC a partir de abril. Até aí, tudo bem, não discutiria…

Mas qual o quê, abril… Abril porra nenhuma. Se eu quiser “regularizar” minha matrícula, que pague as mensalidades ***desde janeiro*** até o dia que depositar a tese, seja quando for. Trocando em miúdos: se usasse apenas mais um mês para terminar a tese, teria que pagar ao pobres padres desse estabelecimento algo em torno de cinco pilas, dinheiro que eu nem tenho e, se tivesse, me recusaria a pagar.

Os meandros burocráticos eu deixo pra lá, adianto apenas que já estou falando com o CNPq, só para saber se essa gambiarra é legítima ou se alguém fez uma cagada às minhas custas.

De todo modo, mais do que ter que terminar a tese em dez dias, eu tenho que correr com outras chateações, sem falar que a tese não é depositada em .pdf, né? Ou seja, tem que dar tempo de imprimir e encadernar em capa dura.

Moral da história: pedi uma prorrogação e perdi uma semana.

Estou puta, mas muito, muito, muito puta da vida. Mais do que puta, mais uma vez, chateada, desencantada, me perguntando que bosta é que eu estou fazendo nesta merda de país… Não que EUA, Europa sejam o Paraíso na Terra, mas aqui o negócio tá ficando difícil, mesmo com muita boa vontade, caipirinha e samba no pé, viu?

Sinceramente, tá tudo errado. Tudo. Tá errado essa pós-graduação “cada um por si e todo mundo na sua”, pesquisas órfãs, fora de grupos de pesquisa (e isto não é uma crítica ao meu orientator, simplesmente porque ele apenas leva tudo isso do jeito que pode e ainda com muita generosidade), nem ensaísticas, nem científicas, nem porra nenhuma. Tá errada essa pós-graduação onde as teses mofam nas prateleiras de seus departamentos. Tá errado esse cenário que obriga doutorandos ou à ilicitude ou à via crucis de trabalhar-e-fazer-tese. Tá errado esse bando de gente que não quer nem nunca quis pesquisar fazendo doutorado só para subir um degrau numa carreira medíocre, em departamentos medíocres, onde um doutor genial e um zé qualquer com uma porra d’um diploma de doutor são iguais. Tá errado ter feito parte, aos trancos e barrancos, de um grupo de pesquisa, ter ganho 24 mil dinheiros para comprar equipamentos que não têm sequer mesa na PUC. Tá errado penar, pagar, sofrer para ganhar título de doutor, para ter o direito de ir ganhar dois merréis por cada 20 horas em sala de aula, repetindo a mesma coisa a rebanhos incultos…

Tá errado. Tá tudo errado nesta bosta de país de ignorantes.

E eu estou, justamente por tudo isso, dizendo: senta a bunda na cadeira, recalchuta três dúzias de páginas, enche bem muita lingüiça e manda a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo para a putaqueopariu.

Panic in the streets of London…

fevereiro 12, 2008

Pânica. Tem dias em que tudo dá errado… A esta hora, eu já não sei mais se: estou forçando uma barra inútil ou se estou apenas sofrendo conseqüências naturais da ansiedade; se estou andando em círculos; se tenho ou não tenho chances… Aliás, eu diria que, a esta hora, depois de acordar às 5h30, “dar aula”, tomar café com professores, ler, ler, ler, escrever, reescrever, procurar, devolver livro na biblioteca, pegar livro na biblioteca, me frustrar com os livros que peguei… eu não sei mesmo mais é de NADA.

Certas horas, tudo fica muito claro. Noutras, o que fica claro é que eu não vou conseguir. Não lembro de ter sentido isto desta maneira durante os finalmentes da dissertação. Não lembro mesmo. Hoje, tive o ímpeto de ir chorar no ombro do meu orientador e jogar a toalha. Como sou uma mocinha crescida, vou esperar até amanhã, um, dois dias, esfriar a cabeça, escrever, ver o que se anuncia… Impaciência e, therefore, ansiedade, são minhas principais características, mas, depois de bater a cabeça setecentas vezes no mesmo lugar, a gente aprende uma coisa ou duas sobre uma coisa ou duas…

Ou não…

Mas eu vou dizendo a vocês: tamanha é minha incredulidade neste exato momento, que eu estou pensando nas promessas mais absurdas… sei lá! Que danço uma rumba em sala de aula… Que faço a performance da Mica Leoa Dourada no Leblon (o que foi mesmo que eu prometi antes, hein?) Que beijo o Arlindo na boca… Que visto a camisa do Vasco e dou beijos… Que mando um vídeo pro Big Brother Brasil 9… Cara, eu juro: se eu conseguir entregar esta porra desta tese a tempo (ou seja: sete volumes encadernados até o dia 31 de março), eu faço tudo isso e um pouco mais.

Que grau de desespero leva uma pessoa a achar que prometer esse monte de bobagem vai ajudar? Não sei. Não me façam perguntas difíceis. Aliás, não me façam perguntas. Ponto.