Archive for the ‘cinemas’ Category

Mostra

outubro 23, 2008

Meu primeiro dia de verdade na Mostra: quatro filmes. Ok, vai, três e meio. Somam-se, portanto… cinco e meio ao todo (e pensar que Guiu e Chico já viram mais de vinte…).

Até agora, nada péssimo, mesmo o “Feliz Natal”, devo admitir. Ontem, um excelente filme – o uruguaio “Acne” — dois bons filmes — os americanos “S.O.P” e “After School” — e um filme muito interessante, do qual tive que sair no meio, por cansaço mental, dor de cabeça e aula no dia seguinte: “Aquele querido mês de agosto”, um português mezzo documentário (?), mezzo ficção (?), que, ao que me parece, mudava de rumo no meio do caminho, mas eu não tive fuerza para descobrir. Hoje, tinha ingresso para o chinês hiper-hypado “24 City”, mas fiquei com preguiça (porque não sou cinéfila AA, já que não sou fã de Jia Zhang-ke , mas whatever!).

Hoje, aliás, praticamente não havia quórum para a aula, uma vez que os alunos de cinema devem ter achado melhor passar a tarde na mostra… Eu também acharia. Aliás, acho que semana que vem vou combinar isso (onde já se viu ter a maior mostra de cinema do país e obrigar os alunos a ficarem em sala de aula os cinco dias da semana???). Porque, como disse a eles: “olha, se vocês não quiserem ter aula, tudo bem, contanto que eu também possa ficar em casa. Mas se eu vier, tem aula e, portanto, chamada. Hohoho.”

Para sexta (já que amanhã é a quinta insana), tenho ingresso para “Mundo Grua”, um Pablo Trapero de 99 que não conheço e “Il Divo”, italiano bem comentado. E acho que com isso dou uma pausa e volto só na segunda. Até amanhã, espero terminar de baixar “Gomorra”, outro italiano hypado, e “compensar” o dia assistindo-o, quiçá com os seis gatos pingados que devem aparecer em aula…

Da permanente especial, até agora, “gastei” menos de um terço. Quer dizer: para ela valer a pena economicamente, eu preciso usá-la em pelo menos 10 filmes. Se vir outros 5 ou 6 pagando meia, ainda valeu a pena não ter comprado o pacote de 20 ingressos. Até porque esse pacote de 20 me dá ansiedade: na permante especial, o limite é só de horário, entre segunda e sexta, até às 17h59, posso ver quantos filmes conseguir, não “apenas” 20. Com o pacote, fica aquela agonia: “ah, mas eu quero mesmo ver esse? Porque se não conseguir trocar um dia antes, perco o ingresso…” E, vamo combinar, essa mostra já gera ansiedade demais…

Pra fechar a conta, só não vale incluir o preço do transporte e/ou estacionamento, dos dois mil cafés e dos lanchinhos!

Cheiro do que é ralo (captou? captou?)

outubro 20, 2008

Esta Mostra tá me dando sinais de que não vai deslanchar para mim. Primeiro, tive que optar pela “Permanete Especial”: todos os filmes que você quiser, contanto que seja de segunda a sexta e até às 17h59. Ou seja: credencial pra vagabundo. Mas era isso ou pagar R$165 por um pacote de 20 ingressos, dos quais consumiria metade, no máximo. Ainda não sei se valeu a pena, vou ter que fazer as contas depois…

Ontem, vi “Os adultos”. Nada de excepcional, mas… acolhedor, bons personagens, algo que fala. Hoje, única e exclusivamente pela proximidade do Espaço Unibanco Pompéia, fui assistir ao filme do Selton Mello, “Feliz Natal”, que me irritou tanto ou mais do que as próprias atuações do over-actor supremo. DETESTEI — embora deva reconhecer o mistério: os atores estão bem, mas os personagens são ralos, o enredo é pretencioso, cheio de clichês (fiquei com a franca impressão de clonagem barata de “O Pântano”, com direto à Darlene Glória de velha bêbada e decadente e menininho fofo se dando mau no final) pseudo-mudérnos. 

Amanhã, espero ver algo bom. Mas, ao que parece, devo passar ao largo da maioria dos filmes top (que eu, a bem da verdade, nem sei bem quais são…)

Não foi isso que eu disse

setembro 11, 2008

Quanto mais eu vou em debates, menos eu creio no potencial comunicativo da humanidade… Sobretudo no meu próprio. Porque hoje eu sacramentei — se nada mais, por estatística — meu talento para entrar em discussões bizantinas que só não terminam em tapa porque eu não sou disso e porque, sendo eu um poço sem fundo de afeto, terminam mesmo é com um grande mea culpa, “ah, não, mas não foi isso que eu quis dizer, desculpe, eu entendo, sei, sei, mas veja bem…” E com lágrimas. Sim: lágrimas. Não precisa dizer que é ridículo: I motherfucking know it.

Meu: bizarro! E eu já devia ter aprendido a desconfiar: quando alguém — um palestrante, por exemplo — me tira do sério em 0.5 segundos, isso deve dizer muito mais sobre mim mesma do que sobre o que quer que seja que ele está tentando dizer. Tem que acender uma luzinha: “minha fílea, se tudo o que você está ouvindo ele dizer te parece ridículo, tente entender de forma totalmente diferente, porque não pode ser assim totalmente imbecil”. 

É por isso que eu digo: só a yoga salva. Numa hora dessas eu tenho que aprender — minha gente, eu tenho, tenho, tenho que aprender — a me ancorar no presente, a inspirar, a expirar, a negar meus pré-conceitos, a não julgar, a ver diferente, a ser maior, a dizer ooooooohmmmmm. Porque se não, aí acontece o que aconteceu hoje, pela enésima vez na minha vida: uma discussão de hooooooooooooooooooras sobre a rebinboca da parafuseta, onde cada fonema será usado inevitavelmente contra você no tribunal d’O Processo. E vice-versa.

Ah, não: deve haver outro caminho. E eu hei de descobri-lo!!!

U23D

junho 22, 2008

Me coçando desesperadamente para ver isto, ai meu São Patrick!!! Melhor do que o Adam Clayton em 3D, só o Adam Clayton em 3D, carne, osso e beicinho!!!

Prognóstico: semestre ano que vem no Imax Bourbon Pompéia e eu insistindo com os guardas noturnos que eu vou, sim, dormir na fila para pegar a primeira sessão, embora não haja de fato uma fila. Hohoho.

Ah, e só pra ir entrando no clima, take a look at this: Ben Stiller encarnando Bono Vox. É sen-sa-cio-nal.

In Kino veritas

maio 29, 2008

Finalmenteeeeeeeeee!!! Adivinha qual vai ser meu programa de amanhã à tarde, hein, hein, hein? 

 

False alarm(?)

abril 9, 2008

Depois de todo bafafá, eis que as salas Arteplex do Bourbon ainda não abriram e a Livraria Cultura, descobri, está prevista mesmo só para o segundo semestre. So much for my walking-distance dream… 😦

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Fui almoçar lá hoje. Beeeem menos cheio, mas também, além de notícia nenhuma sobre os cinemas, fui e voltei sem achar nada do que precisava: não tinham as fronhas que eu queria, o blush que eu procuro há semanas ou o N95. Ter, tem, mas tá faltando.

 

Leão da Montanha

abril 8, 2008

Hoje, levei bronca do Tinhorão: “Dona Strangelove, a senhora se concentre nessa tese e pare de inventar história…” Segundo ele, eu ando buscando mil desculpas para fugir da tese. Ele tem razão — e todos os que gostam de mim têm falado a mesma coisa. I’m trying, people, I’m trying. Bom, se serve de consolo, eu já neguei mais um convite para participar lá do tal curta, desta vez para a montagem…

Aliás, uma coisa muito boa tem sido perceber o sincero cuidado de todos ao meu redor — amigos, colegas, alunos — acerca da via crucis da tese. Isso dá uma pusta força, cês nem sabem!…

(…)

Acho que o fato d’eu ter dado um basta das novas leituras é um bom sinal. Hoje mais tarde, se eu ainda tiver energia, ou amanhã, juro que volto ao capítulo, depois de um hiato de alguns dias para absorver a nova bibliografia, o que foi super importante. Sinto um insight se materializando e vou atrás de transformá-lo em escrita na porrada, que é como se faz. Mas confesso um cansaço mental praticamente crônico, que não sei se é justificado, se é simplesmente herança genética, frescura ou falta de vitamina. Ou all of the above. Só sei que existe…  Alguém tem um bom clínico geral em SP para me recomendar? Eu sei que eu deveria fazer mesmo era acumpultura, mas, sabem… eu morro de medo de agulha!!!

(…)

A parte ótima de ter ido ao set de filmagem foi ter confirmado o desejo de voltar a filmar. Eu sempre saboto meus projetos, quem sabe agora, me cercando de pessoas reais, de carne-e-osso, acostumadas a fazer cinema e não apenas a problematizá-lo eu desencalho de vez. E por “agora” eu quero dizer depois da tese.

 

Crítico

janeiro 16, 2008


Trailler do filme “Crítico”, do meu amigo recifense Kleber Mendonça Filho, que só tem feito coisa muito boa (como “Eletrodomésticas” e “Vinil Verde”, entre outros curtas). Fiquei bem curiosa (e pensando assim: como meu amigo KMF tá super gente grande, viu? Eu e ele tivemos uma conversa na época em que ele era “apenas” crítico e eu era “jornalista” e editora, sobre como tínhamos projetos a fazer. Bom, ele fez. E eu virei acadêmica… Ai, ai…)