Archive for the ‘on the move’ Category

Trípodes

fevereiro 5, 2008

Diálogo no solar dos Cobra & Strangelove, enquanto pendurávamos os quadros (a mudança evolui!):

Ah, esses três aí juntos ficaram ótimos. Um trípode!, diz a Cobra e já começa a rir,
Tri-o-quê, menino???, pergunto eu, já rolando no chão de tanto rir
Trípode, repete ele já às gargalhadas. Como é mesmo a palavra?
Entre gargalhadas e já com dor nos abdômen, respondo: Tríptico, talvez?
Ele, também vermelho de rir: Isso!
Meu amor, de onde você tira essas palavras, hein???

O resto do dia tudo fico sendo “trípode” 😀

TeleAfônica

janeiro 29, 2008

Eu não tenho nem ânimo para descrever a mais nova picaretagem da TeleAfônica. Alguém mais aí já deve ter vivido isso. E, antes de mais nada, explico: o único — ÚNICO — motivo por que a gente continuou com essa empresinha de melda foi para manter o mesmo número de telefone, que está com a Cobra desde antes da Farra da Privatização e é importante por questões profissionais.

Pois bem: não apenas os picaretas cobram noventa pilas para transferir o número, como, para utilizar o telefone, você precisa contratar um técnico particular para “trazer” a linha pro apartamento. Melhor ainda: o mesmo técnico (terceirizado) que vem instalar a linha até o quadro do prédio deixa seu nome e telefone para vir fazer o serviço por fora. Agora, todos cantem comigo: Brasil, meu Brasil brasileiro…

Só para que conste nos autos: 1) na Teleceará, empresa PÚBLICA de telefonia, privatizada por aquele professor doutor tão louvado diante do “analfabeto” que hoje nos preside, os telefones eram instalados até dentro da sua casa; 2) em NYC, que fica num país onde a Gambiarra e a Precariedade não são a regra, minha linha telefônica foi ligada sem nenhum técnico aparecer sequer perto do apartamento. E em meia hora.

Agora, para quem já tava com Diávola nos cornos, foi uma maneira genial de terminar o dia…

Subindo na vida

janeiro 26, 2008

Alto aqui do décimo andar, acordei do sono dos justos, finalmente numa cama com acesso por três lados! — explico: lá no cafofo antigo, a cama estava encostada na parede, então ficava esta pobre cristã restrita ao acesso pela frente ou pela cabeceira da Cobra. Pra piorar, o colchão era menor do que a cama, então, se eu me aventurasse demais, caía do estrado. Como vocês podem ver, minha paciência nesses 7 meses foi DE MONGE!

Agora, tenho acesso pelo lado certo da cama, terei meu próprio “criado mudo” (olha, eu num sei vocês, se é uma coisa “do sul”, mas eu, “do norte”, sempre chamei de mesinha de cabeceira e pt saudações. É mesa, é pequena e está na cabeceira, né???), com abajur, livrinhos, coisinhas, fotinhas e o escambau. Meu, meu, MEU!!!

Aliás, devo dizer que este post está sendo escrito já do meu — meu, meu, MEU — escritório, com a internet devidamente instalada e wi-fi truando (e tem até vizinho com wi-fi aberto!!!) e já com meu calendário “366 days of pugs” pendurado no preguinho que os gentis amigos deixaram. Aliás, uma salva de palmas para nosso amigo Herr Tabax, que veio ajudar os finalmentes da mudança com sua maior expertise: instalando computador e afins. VIVA O TABAX!!!

Acerca desse assunto, aliás, eu deixo aqui prometido: da próxima vez que um amigo se mudar, eu vou oferecer ajuda. Ô troço trabalhoso da porra! Eu nunca tinha feito mudança de gente grande, foi sempre mudança de nordestino, com mala e computador debaixo do braço e só. Ah, e deixo aqui minhas atrasadas desculpas pelos amigos que não ajudei nas mudanças já passadas, justificando da maneira mais simples: ignorança! Meu, eu não sabia que dava tanto trabalho!!! E isso porque a sogrinha veio ajudar!!!

Mas, enfim, cá estamos com ainda muitas caixas pela frente e a tese olhando com cara cada vez mais feia e dizendo: “fofaaaaaaaaaa, e eu??? E EU???” Calma, fia, que quando este escritório estiver montadinho, é capaz dos amigos terem que vender o apê comigo dentro dele, hihihi 🙂 Isto porque eu ainda não pendurei o cartaz dos “300 tanquinhos” atrás da porta (Gerry Butler meets Chico Buarque), porque o combinado é: como o escritório é meu, meu, MEU, eu posso, tá?

Ainda tem muito chão: arrumar o resto das caixas e tralhas; transferir telefone; vender/doar/emprestar as sobras; comprar utensílios que a sogra — amém, aleluia — convenceu o XY a jogar fora, porque tinham sido fabricados ainda por guildas medievais; pendurar quadros (o Potsdammer Platz já está na sala e eu tô achando O Tudo); fazer compras, que há dois dias a gente vive de pizza + chocoteonne; instalar o fogão (quer dizer que vocês não entendem nada de fogões embutidos, né???); pagar a garagem alugada…

Bom, tem é coisa, mas o importante é o seguinte: já estamos muito felizes aqui! Eu falei pros donos que a gente queria ter vindo morar no prédio junto com eles, mas, enfim, já que não rolou, a gente aceita cuidar da linda casinha deles com todo o carinho. Até o dia em que alcançarmos o sonho da classe média: a casa própria.

Em breve, mais capítulos desta nova novela…

PS: um viva também para O Primo & Família, que foram os primeiros visitantes da casa e ainda deram repeteco, com direito à visita do Menino (Ex-)Carequinha, achando que a casa era um grande parque de diversões com vááááááários objetos no chão para ele brincar 😀

É teindêincia…

janeiro 21, 2008

Enquanto o SPFW trua, descobrimos que as atuais teindêincias da casa & decoração são, por exemplo:

– Cama box. Ok, uma boa cama box é sensacional, mas quando foi que virou tipo lei que cama tem que ser box, hein? E com colchão de mola? Cê entra nas lojas da Teodoro e os coitados dos colchões de espuma tão láaa atrás e a vendedora faz uma cara amuada quando cê diz que não quer de jeito nenhuma uma cama box e sim um bom colchão de espuma. Tá provado: cama box é teindêincia.
– Pillow top. Se o seu colchão, além de não ser de mola, não tiver pillow top, você não tá na tendêincia. Pra que serve? Segundo o vendedor: pra esquentar a cama no inverno europeu. Por que nove entre dez colchões no Brasil tem? Por quê? Por quê??? Adivinhou aquele que disse: é teindêincia!!!
-Travesseiro de látex. Ou melhor, “o mais autêntico visco-sei-lá-o-quê”. Porque se seu travesseiro é de espuma, seu colchão é de espuma e não tem pillow top, fofa, se mata! Cê não é teindência!!!

Como nosso recém adquirido colchão é de espuma, não tem pillow top, mas meu travesseiro é de látex desde 2004, eu sou médio teindêincia. Há esperanças pra mim 😛

Movin’ on up – a saga

janeiro 21, 2008

Eu sou assim: dá uma tristezinha no coração dizer tchau e não é só para os vizinhos (er… I don’t give a fook about them — e eu estou falando dos bons vizinhos!) e demais humanos, mas para o apartamentinho. Ando pela casa e abraço as paredes, explicando, “a culpa não é sua… a gente gosta de você. Muito! A culpa é dos vizinhos… e da sua dona, que não coopera pra colocar um prego na parede aqui, sabe?… Mas olha, apezinho, cê vai ser feliz com os próximos moradores, vai, sim!”

Aí, eu chego na nova casa, olho pras paredes e digo, “cê tá com saudade deles, né?… Esquenta, não. Cê vai gostar da gente. A gente é mó legal!”.

E vocês achavam engraçado eu falar com o Gordinho. Bom, o Gordinho é um ser vivo!!!

(…)

Cara, como tem coisa pra ajeitar… E a tese no meio de tudo, olhando pra mim e dizendo, “Fofa, eu não vou me escrever sozinha!!!” Te juro, estou começando a pensar numa das minhas promessas mirabolantes (do tipo “se o Lula ganhar no 1º turno eu corro de biquini pela Paulista” ou “se o Brasil for hexa eu danço A Era de Aquário na Benedito” ou ainda “se o Rodringo Santoro não tiver sido dublado em 300 eu danço uma rumba em sala de aula”) sobre a tese… Não uma dessas tão mirabolantes, que o mico das promessas é inversamente proporcional à probabilidade do troço acontecer (ou seja: quando mais absurda a promessa, mais certeza eu tenho de que a coisa nunca vai acontecer — ou o Brasil foi hexa???)

Como eu ainda tenho alguma fé que vou conseguir entregar a tese até 31 de março, posso prometer algo assim… Ok: se eu conseguir entregar a tese, faço uma performance a la Priscila, a Rainha do Deserto, com “I will survive”, no Leblon, Filial ou outro bar, no dia em que formos comemorar, ok? No máximo 30 segundos, tá gente??? Com direito a colocar no YouTube, viu???

Agora, vocês têm que rezar mais por mim: não só pra eu entregar a tese, como pra eu pagar esse mico. Porque eu CUMPRO minhas promessas (menos aquelas relacionadas a fazer exercício e parar de beber coca-cola).

Mudança, now

janeiro 16, 2008

A mudança, amém, promete ser ligeira (isto é o que eu chamo de resolução de ano novo! Agora só falta terminar a tese, entrar na natação e voltar à yoga. Coisa pouca). Então, vamos por partes:

1) estamos quase fechando com uma empresa de mudança. E, não, não é nem a Graneiro, nem a Confiança, que cobram valores que eu sequer tenho coragem de declarar aqui. Bom, se alguém tiver dicas, aceitamos (e, não, a gente não quer carreto, a gente quer mudança de gente grande, com vários homens fortes desmontando e montando tudo, sem que eu precise levantar um tamburete sequer – sobretudo a Cobra, que tem as costas quebradas, como se sabe);
2) eis a lista da desova (e por “desova” queremos dizer, no caso do colchão, “doação” e, no caso dos móveis, “venda a precinho camarada”): 1 colchão de casal; móveis Itatiaia de cozinha e… ué, acho que é só isso. Interessados, entrem em contato.
3) é claro que se ninguém tiver mais o que fazer, a gente super aceita umas ajudas na mudança 😀 😀 😀