Stressed out

novembro 4, 2009

(Disclaimer: sim, este blog tá um desfile de lamentos, tristezas, reclamações, desabafos. Mal aê. Não estou assim porque quero. Desabafo aqui porque sinto que é um dos poucos canais que tenho — e se não desabafar, aí, sim, vou surtar de vez. E é um desabafo para mim mesma, antes de tudo. Qualquer público que angarie é lucro.)

Não sei como explicar isto de outra forma: estou muito perto de surtar. Pode parecer pouco — bem, talvez seja pouco, sei lá — mas 20hrs em sala de aula (mais sei-lá-quantas orientações e burocracias escolares, para dizer o mínimo) têm me esgotado física, psicológica e intelectualmente. Este é pelo menos o 4º semestre nessa toada, entre 4 e 6 disciplinas diferentes ao mesmo tempo, somando entre 16 e 20hrs semanais dentro de sala.

Vejam, não é apenas que 20hrs em sala de aula = por baixo, por muito baixo, outras 20hrs preparando aula, inventando aulas novas do nada, corrigindo trabalho, preenchendo diários e outras papeladas, selecionando trecho de filme… É que depois de 20hrs em sala de aula, mais outras 20hrs preparando aula, não tem como espremer mais nada da minha cabeça ou do meu corpo.

Daí que, este ano, eu não consegui emplacar um único artigo decente e, por conseqüência, não consegui ter motivo para pedir pelamordedeus às otoridade que me pagassem pra ir a pelo menos 1 dos 3 congressos de porte da área. Enquanto isso, aventureiros menos competentes emplacam textos, livros, viajam… E eu vejo o bonde passar, que é o que mais me agonia.

Porque se fosse uma questão de tempo, acho que não sofreria tanto. Se eu soubesse que este trabalho insano serviria para algo — e não apenas para acelerar a perfuração da parede do meu estômago com uma úlcera — eu respiraria fundo, tomaria vitaminas, faria uns cálculos estratégicos e seguiria adiante. Mas não é o caso: não há indícios de luz no fim do túnel at all, muito menos a curto prazo.

Não sei se aguento sequer mais um semestre assim. Ora, um semestre… Não sei se chego inteira ao final deste (porque, claro, ao final do semestre as coisas pioram e, além das aulas, há correção de trabalhos, bancas de TCC, relatórios de pesquisa — pesquisa dos outros, que fiquem bem claro — notas a dar, alunos que nunca pisaram em sala surgindo das trevas e reclamando isto ou aquilo…)!!!

Eu juro que tento não pensar nos meus colegas estrangeiros apenas 2 ou 3 anos mais velhos que eu e que, hoje, dão 8 horas em sala de aula por semestre, ganhando 3 ou 4 vezes mais que eu, com estabilidade, para pesquisar o que amam e, como conseqüência disso, viajar o mundo apresentando os frutos de seu labor. Juro que tento não pensar, mas é impossível e fico com a crescente sensação de que estou perdendo irremediavelmente o bonde da História. Pior: da MINHA História…

Tem que ter algum outro caminho, mas de fato não consigo enxergá-lo sequer vagamante neste momento. Acordo pensando em fazer pós-doc ou mesmo um novo doutorado fora do país; almoço (quando almoço) achando que o melhor caminho é fazer concurso para a UFC (se é que ainda haverá vagas) e janto (quando janto) sem saber mais se quero casar ou comprar uma bicicleta, de tão ansiosa e exausta que estou.

Pode parecer complicado de entender e eu vou dizer uma coisa bem boçal: eu não nasci para mediocriade. Leio as melhores publicações da minha área e tenho cer-te-za de que posso fazer igual ou melhor (inclusive, já fiz: quando tive condições para isso, emplaquei um artigo que foi eleito um dos 5 melhores do maior congresso internacional de games, onde eu era a única brasileira, ao lado apenas outras sulamericana; aliás, sabem o que aconteceu com a sulamericana? Emigrou pro Canadá e não dá 20hrs em sala de aula…). Mas pesquisar, escrever, pensar não é coisa que se faça com qualidade nestas condições. Não é trabalho braçal. Não é emprego, é vocação. E eu não sei mais o que fazer para conseguir a chance de seguir adiante com a minha.

Tenho tido com freqüência enxaquecas latejantes, estou com um buraco no estômago, uma possível síndrome do intestino irritado, tenho duas dúzias de exames a fazer (e sequer tenho tempo/disposição para isso!) e preciso apenas sobreviver até o fim do semestre (loooongo mês e meio) até poder desfalecer em solo cearense. Talvez eu devesse mesmo fazer concurso lá, mas também nem sei bem o que me esperaria: pelo último depoimento de um colega, soube que ele estava trabalhando horrores e ainda tinha que morar numa terra de referências culturais paupérrimas, que é algo que me põe em pânico (e a ela também!)… Pelamordedeus, entendam: não se produz pesquisa sobre arte no vazio. Já é complicado falar de games no Brasil, em Fortaleza, então… A única chance de alguém como eu sobreviver em Fortaleza é se sobrar muito tempo e dinheiro para viajar MUITO. Se não, é trocar seis por meia-dúzia e morrer de inanição cultural.

Sério. Muito sério. Deve ser complicado de entender que, para mim, cinema, arte, video games, literatura, festivais, livrarias muito, muito boas, acadêmicos de ponta em quantidade…não são apenas plus, são necessidades. Eu não vou à Mostra por hobby, eu pre-ci-so estar a par do estado da arte do audiovisual mundial. Eu não vou à Livraria Cultura apenas passear, eu vou esbarrar com um livro sensacional sobre algo que possa iluminar minha pesquisa. (Digo isto porque tenho percebido que é algo distante de pessoas até muito próximas. Gente que amo e admiro, mas para quem essas atividades ‘culturais’ não passam de lazer. Nada errado com isso, nada mesmo, mas tenho sentido falta de ter por perto amigos que compreendam melhor a minha vida e que, portanto, sejam capazes de entender o quanto ando sofrendo com essa mediocridade em que ando inserida forçosamente…)

Cut some slack

novembro 2, 2009

Se eu tivesse um cromossomo Y, vou te dizer como seria minha vida neste momento: estaria enfurnada na Mostra, como estão todos os meus amigOs cinéfilOs. Depois, iria beber cerveja e conversar sobre a Mostra com meus amigOs cinéfilOs.

As namoradAs cinéfilAs não estão enfurnadAs na Mostra. Elas estão indo nos almoços de família, estão acompanhando namoradOs não-cinéfilos em eventos diversos da vida, estão tendo uma vida razoável e ponderada. E, a melhor parte: ainda são chamadas de chatas quando não se dispõem a fazer isto ou aquilo. As (ex-)cinéfilAs com têm filhos, então… coitadas. São ex-cinéfilas. Imagina se é possível justificar para um filho — aquele ser cujos desejos são e devem ser o centro do planeta — que passar um fim de semana inteirando-se do que de melhor foi feito no cinema mundial é algo razoável e ponderado!…

Em horas como a desta constatação, percebo que devo ser A) um ser insuportável e/ou B) um ser muito diferente. Para qualquer um das opção, preferencialmente as duas, continuo sonhando com a possibilidade de achar Meu Lugar No Mundo. Um lugar onde, por exemplo, quando o XY fizer a cama e o café, isto não seja automaticamente considerado uma Bênção Dispensada À Humanidade, enquanto o fato d’a XX fazer o jantar seja Apenas Sua Obrigação. Ou onde seja possível as pessoas escolherem o que querem fazer, sem ter que pedir descupas pelo Desvio Da Normalidade. Deve existir esse lugar. (Talvez se chame Europa, não sei ao certo. E mesmo assim só em alguns recantos. Certamente nem a Itália nem a maior parte da Península Ibérica. Possivelmente também não certos países dos Bálcãs. Talvez Paris. Londres. Alemanha.)

Mas a maneira da mulher brasileira, cordata, razoável, ponderada, é a seguinte: ir tomar duas pílulas de stressdoron. Porque é óbvio que a errada sou eu. É óbvio que dormir e acordar tarde num feriado é coisa de gente doida. É óbvio que contemplar o desejo distante de ir à Mostra é um absurdo (vejam: eu sequer levantei essa alternativa; aí provavelmente jaz o meu erro). E, sobretudo, a culpada de todos os males num raio de 100km sou eu, porque estou na TPM, essa falha injustificável da natureza feminina, que deve ser, na melhor das hipóteses, *perdoada* pelos seres irrepreensivelmente superiores, os XY.

(E, não: eu não sou feminista)

Digra ’09 Proceedings

outubro 23, 2009

Já estão disponívels na Biblioteca Digital da Digra os proceedings da conferência deste ano. Comecei muito bem a leitura pelo artigo Experiential Narrative in Game Environments, de Gordon Calleja, que trabalha conceitos muito parecidos com os que eu trabalho, mas vindo por outra abordagem. É sempre bom encontrar alguém no mundo dos games studies capaz de ir além do debate vazio entre narratologia x ludologia. (Eu, contudo, tenho que dizer que boa parte do que ele trabalha ali é muito melhor e mais tranquilamente resolvido quando se parte de uma epistemologia semiótica, para quem a questão de um texto que se constrói na leitura já está pacificada há muito tempo, sem apelar para a dicotomia texto x leitor.)

Tempo

outubro 7, 2009

(As palavras não dão conta e só agora esta semioticista percebe. Não sei nem se faz sentido escrever no blog. Mas também não sou do tipo que encerra as coisas em arroubos. Nunca fui. Pelo contrário. E, mesmo sabendo que as palavras não dão conta, não tenho como fugir delas. Resta-me fabular. Ou não, não sei.)

A morte de alguém tão próximo fende a vida em duas. Isto é muito claro. Eu tinha uma vida, que cessou ao receber a notícia da morte de meu pai e deu lugar a outra. A imagem do momento em que recebi a notícia é a que mais tem recorrido esses dias. É fulminante. E a partir dela, começa a lenta construção dessa outra vida… Em que passo a carregá-lo comigo a cada segundo, para mantê-lo vivo, porque, sem ele, quem não vive sou eu. Tenho medo e me sinto só. (Ao mesmo tempo, todas as manifestações de carinho têm me comovido e me impedido de enlouquecer. Mas é triste reconhecer que nada resolve essa solidão que se criou aqui dentro de mim. E talvez nunca resolverá…)

Minha luta agora é para não cair em depressão. Não é uma luta qualquer (e quem tenta fazer dela uma luta qualquer não ajuda a quem luta. Ao contrário, atrapalha e muito). Já estava profundamente insatisfeita com algumas questões da minha vida, agora… Confesso que não sei onde buscar forças para não cair. E sei bem que, a despeito de tudo, não tenho o que reclamar da vida (tenho bons amigos, tenho uma grande família maravilhosa, vivi 34 anos ao lado de um pai maravilhoso, tive êxitos, pago minhas contas, sou amada, tenho — até onde saiba — saúde…), mas não cair não é fácil… (Como lutar contra a falta de vontade de lutar???)

Não sei bem o que fazer agora…

Liberdade

setembro 16, 2009

A-ha, u-hu, a web é nossa! Aleluia, uma luz, uma luz!

Um relatório para a Academia

setembro 14, 2009

LUIZ FELIPE PONDÉ
CLÓVIS ROSSI pergunta em sua coluna do dia 8 de setembro, página A2, se no Brasil vivemos algo como o que acontece na vida universitária da Espanha hoje: desinteresse dos alunos e asfixia burocrática dos professores. Sim, há semelhanças.

Nos anos 50, o filósofo norte-americano Russel Kirk descrevia um fenômeno interessante nas universidades americanas.
A partir do momento em que a vida acadêmica se tornou objetivo da “classe média”, gente sem posses, a vida universitária entrou em agonia porque a proletarização dos acadêmicos se tornou inevitável.
Dar aula numa universidade passou a ter algum significado de ascensão social. A partir de então o carreirismo necessariamente assolaria a academia, assim como assola qualquer emprego.
Cálculos estratégicos para garantia do emprego passaram a ocupar o tempo da classe acadêmica. E muita gente que vai dar aulas na universidade não é tão brilhante assim ou tão interessada em conhecimento.
O cálculo estratégico hoje passa pelo número de alunos que implica uma redução ou não de aulas e orientações de teses.
Ou mesmo nas públicas, onde você está mais protegido da proletarização imediata, uma verba maior ou menor para seu projeto e mais ou menos discípulos causarão impacto na renda final e na imagem pública.
Daí o desenvolvimento em nós de um espírito selvagem: o corporativismo em detrimento do ensino ou o ethos de gangues em meio à retórica da qualidade.
Muitas pessoas (alunos e professores) buscam a universidade não para “conhecer” o mundo, mas sim “para transformá-lo” ou ascender socialmente.
E aqui, revolucionários (“criando o mundo que eles acham melhor”) e burgueses (interessados em aprender informática para “melhorarem de vida”) se dão as mãos.
Este pode ser mais individualista do que o outro, mas ambos fazem da universidade uma tenda de utilidades.
Para mim não faz muita diferença, para a banalização da universidade, se você quer formar gestores de negócios ou gestores de favelas. Nenhum dos dois está interessado em “conhecer” o mundo, mas sim “transformá-lo”.
É claro que nos gestores de favelas o espírito selvagem pode funcionar tão bem quanto entre os gestores de negócios. A obrigação da universidade em produzir “conhecimento de impacto social” é tão instrumental quanto produzir especialistas na última versão do Windows.
O utilitarismo quase sempre ama a mediocridade intelectual. Falemos a verdade: a mediocridade funciona.
Ela gera lealdades, produz resultados em massa, convive bem com a estatística, evita grandes ideias. Enfim, caminha bem entre pessoas acuadas pela demanda de sobreviver.
A instrumentalização é quase sempre outro nome para utilitarismo. Isso não quer dizer que devamos excluir da universidade as almas que querem ser gestores de negócios ou gestores de favelas -elas é que excluem todo o resto.
Precisamos dos dois tipos de almas, e cá entre nós, acho que os gestores de favelas são moralmente mais perigosos do que os gestores de negócios. Como todos nós, ambos irão para o inferno, a diferença é que os gestores de favelas acham que não.
E a asfixia burocrática? Ahhh, a asfixia burocrática! Esta contamina tudo e em nome da democratização da produção e da produtividade da produção.
A burocracia na universidade nasce, como toda burocracia, da necessidade de organização, controle, avaliação.
Não é um sintoma externo a busca de aperfeiçoamento do sistema, é parte intrínseca ao sistema. A pressão pela produtividade proletariza tanto quanto a pressão pela carreira.
Soa absurdo, caro leitor? Quer mais?
Em nome da transparência da produção, atolamos esses indivíduos de classe média na burocracia da transparência e do acesso à produção universitária.
Enfim, a “produção” asfixia a universidade em nome de uma “universidade mais produtiva, democrática e transparente em sua produtividade”. Estamos sim falando da passagem da universidade a banal categoria de indústria de conhecimento aplicado, e sob as palmas bobas de quem quer “fazer o mundo melhor”. Tudo bem que queira, mas reconheça sua participação na comédia.
Kafka, em seu conto “Um Relatório para a Academia”, já colocava um ex-macaco, recém-homem, fazendo um relatório para os acadêmicos.
Ali ele já suspeitava que a academia continha algo de circo ou show de variedades. Hoje sabemos que isto já aconteceu.

ponde.folha@uol.com.br

Tudaomesmotempagora

setembro 11, 2009

Ufa, parei um segundo. Desafio pro fim de semana: não pensar em absolutamente NADA ligado a cinema, narrativa, games, pesquisa, trabalho or what-the-fuck-ever. Já se sabe que é impossível…

Dias muito corridos, mas com coisas boas. Passada a fase Diávola — que agora traz, além de tudo, uma puta duma enxaqueca quase completa — tudo é lindo & maravilhoso, apesar do trabalho muito, muito, muito puxado.

A Intercom 2009 foi ótima. Não aproveitei muito a parte social, por causa de Diávola+enxaqueca, mas mesmo assim. O GP de Cibercultura é uma animação sem fim. Com a poderosa conexão sem fio que a Universidade Positivo deu, as mesas do GP dobravam-se infinitamente sobre si mesmas via twitter. Eram as comunicações acontecendo e todo mundo twitando: “fulando diz que as redes sociais isso…”, “beltrano acha que os games aquilo”… e por aí vai. O negócio foi tão incrível, que, tal hora, tinha gente numa sala fazendo pergunta para palestras de outra, via twitter. E culminou na flashmob das 16h10 do dia 6/set, em que os twitteiros se levantaram por 5 segundos, só pra dar visibilidade a esse outro nível de experiência presencial que o virtual estava criando. Mutcho loco.

Apesar do cansaço, do fato de muitos trabalhos não terem lá grande relação com meus interesses de pesquisa, da minha completa ausência das inúmeras atividades sociais do ultra-animado grupinho do GPCiber, sinto que o encontro deixou marcas. Algumas boas pesquisas, poucos, porém bons contatos e, aos poucos, vou entendendo melhor alguns caminhos para essa vida de pesquisadora. Fica mais fácil viver um dia de cada vez, quando temos a sensação de que não estamos tão sozinhos…

De resto, ando muito intrigada com minhas fases de humor. Em Curitiba, estava mal. Além da enxaqueca — muita dor de cabeça, tontura, fotofobia… — mau humor. A não-socialização com o povo do GP teve tudo a ver com isso: eu simplesmente estava sem nenhuma paciência para fazer amigos. Passou Diávola, pareço uma outra pessoa: otimista, sonhadora, curiosa, apaixonada. Vai entender. Já marquei minha consulta com um novo ginecologista, recomendado por ser mais “holístico” (palavras minhas, na verdade), pra começar a me tratar. Do jeito que tá, tá mens insana em corpore insaníssimo… Alquebrado, a bem da verdade.

AI 5, a missão

setembro 3, 2009

Eu ando me perguntando com uma freqüência incrivelmente gigante se estou ficando louca. Ou eu estou ficando louca, ou muita gente está. Como os diletos parlamentares Marco Maciel e Eduardo Azeredo e seu delírio sobre proibir blogs e outros veículos da internet de emitir opiniões sobre políticos durante época de campanha. I mean, SERIOUSLY: senhores, larguem as drogas!

(Sem palavras, senhoras e senhores. Estou sem palavras para comentar tal projeto. Porque existe “burro”, existe “muito burro”, existe “louco de pedra” e aí, muitos graus depois, existe o projeto dessas duas criaturas.)

Sério, normal é o Zé Simão, que decretou o Brasil como “o país da piada pronta”. Acho que vou criar um teste no Facebook, uma enquete pra gente decidir o novo lema da bandeira. Sugestões:

  • “Ordem pra pobre, Progresso pra burguesia” (acho que é de Marcelo D2, tô com preguiça de googlar, mas é uma homenagem especial à secretaria de segurança púbica do Serra, que desce o sarrafo em Heliópolis e cria um plano especial para previnir assaltos a condomínios fechados. Como diria o jargão cômico: “fica vermelha, cara sem vergonha!”);
  • “Farinha pouca, meu pirão primeiro” (em homenagem a essa mania nacional de só enxergar o próprio umbigo, do Oiapoque ao Chuí, sobretudo da classe média pra cima);
  • “O país da piada pronta” (em homenagem a piadas prontas como o supracitado e a tantas outras, contadas diariamente em jornais e revistas);
  • “Precariedade & Gambiarras” (que, na minha opinião, melhor descreve o país, onde o mar de precariedade é “resolvido” com as mais inventivas, absurdas, nefastas, loucas gambiarras…)

Sugestões?

(Bom, a nova medida resolve um problema para este blog: não vamos falar de política em 2010. Vamos falar das flores, das dunas, do mar, da restinga — não, da restinga, não, porque ela não mais existirá — da alegria de ser chinês, digo, brasileiro e poder utilizar a anárquica rede para o Bem Maior. E aí, todos nos daremos as mãos e entoaremos um mantra e, quando sairmos do transe, a pátria mão não estará mais sendo subtraída em tenebrosas transações, porque isso é delírio da nossa cabeça e se nós não falarmos sobre o assunto, ele deixa de existir e coisa e tal. Por outro lado, já que eu não vou poder descer o cacete no pê-esse-dê-bê — do senador Eduardo Azeredo — a partir de junho de 2010, aproveito para fazê-lo com mais intensidade até lá, hahahaha!)

Dr. Strangelove, PhD

setembro 1, 2009



Campo Contracampo

Originally uploaded by gomezzz

Há um ano, ontem, eu depositava a famigerada na secretaria da PUC. Taí o photojojo (minha capsula do tempo no Flickr) pra não me deixar mentir. A defesa só viria mais tarde, em Novembro, e será lembrada também, claaaaro. Mas o depósito… ah, o depósito todo mundo sabe que é o mais difícil…
Portanto, celebremos: viva eu! 🙂

Kubrik não morreu

agosto 28, 2009



Kubrik não morreu

Originally uploaded by gomezzz

Quase não vi nada em Goiânia, mas já gostei.